
Créditos da imagem: Ivan Storti/Divulgação
O leitor mais assíduo sabe que considero Lucas Lima o melhor meia-armador do Brasil (incluindo-se aí na disputa os badalados Willian, Oscar e Renato Augusto).
Inteligente taticamente, dinâmico e com um vasto repertório técnico (com exceção da finalização, que precisa ser aprimorada), o maestro santista tem tudo para também ser o maestro de Tite (fã confesso do jogador) na Seleção Brasileira.
No entanto, após um bom período sendo a principal figura do Peixe em campo, Lucas Lima parece acusar o golpe de não ter visto concretizada a sua expectativa de receber propostas de gigantes europeus como Barcelona, Real Madrid, Bayern etc.
E como desgraça pouca é bobagem, o jogador tem sofrido com problemas físicos desde o término do Campeonato Paulista (do qual foi o melhor jogador, assim como também havia sido da última Copa do Brasil), o que tem afetado diretamente o seu rendimento, entendimento corroborado pela recente declaração concedida à imprensa pelo técnico Dorival Júnior:
“O Lucas Lima foi o melhor jogador do Campeonato Paulista, vinha rendendo bem, aí entra no Campeonato Brasileiro e sofre três lesões nesse período. É impossível produzir com três contusões, temos que dar tempo ao tempo. Vinha sendo um dos grandes jogadores do Santos, convocado para a Seleção Brasileira, mas teve lesão séria contra o Audax, depois voltou, sentiu novamente e agora ficou 10 dias parado. Impossível render assim”, lembrou o treinador.
Tendo a concordar com o comandante santista. E iria além: mesmo no Campeonato Brasileiro, Lucas Lima conseguiu algumas boas atuações, como naquela exibição de gala contra o São Paulo (vitória santista por 3×0), talvez a melhor atuação individual de um atleta na competição.
No entanto, eu faria uma ressalva. E já adianto que ela é um tanto subjetiva: Lucas Lima parece – repito, parece – estar desmotivado (e até um pouco marrento) de uns tempos pra cá. A torcida, que antes o exaltava, agora externa a sua mágoa pelo fato de a todo momento o jogador manifestar o seu desejo de um dia jogar na Europa. A relação está, como dizem, “azedando”.
De maneira que o melhor que Lucas Lima pode fazer é colocar a cabeça no lugar, valorizar o clube que o revelou e avançar novamente na carreira, passo a passo.
A receita? Ser protagonista de um eventual título brasileiro do Santos em 2016.
Assim, fatalmente ganharia terreno na Seleção Brasileira e, naturalmente, no “mercado da bola” (o seu grande desejo).
Vai conseguir?
A ver.
E segue o jogo.
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