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Tite, o filme. Dirigido por Sarah Tonon

Créditos da imagem: Sarah Tonon

Ao receber a notícia de que Tite havia aceitado o convite da CBF para comandar a Seleção Brasileira e deixaria o Corinthians, um filme dramático passou em minha cabeça.

Tudo que vivi nessa Era Tite, todos os títulos conquistados graças a ele, todas as alegrias que ele me fez sentir, cada grito de “Ole Ole Ole Ole, Tite, Tite!”, cada choro de emoção ao vê-lo, cada frase, cada entrevista, cada xingamento (sim, eu já o xinguei, desculpas por isso), cada vez que o aplaudi no estádio, cada palavra que ele me disse nas duas vezes que tive a honra de encontrá-lo… Cada uma dessas coisas seriam cenas dignas de uma produção de Hollywood indicada ao Oscar.

E como todo bom filme, esse também tem início, meio e, infelizmente, um fim.

Tite seria o protagonista da história, claro. Mas um protagonista daqueles, um super herói talvez, que veio para salvar a nação (a alvinegra). E salvou. Em 2004, quando assumiu o Corinthians pela primeira vez e nos trouxe de volta à tona.

Personagens marcantes e polêmicos estariam presentes e fariam um belo papel como Kia Joorabchian e Ronaldo. Mas Tite ainda seria o foco, como em “Rocky”.

O ápice dessa história real e dramática seria… A Libertadores da América? O Mundial de Clubes? Ou o momento em que ele sobe na arquibancada do Pacaembu e assiste ao jogo contra o Vasco junto com a torcida? São tantos momentos positivos nessa história que poderia ser uma série com 7 temporadas e que eu não cansaria nunca de assistir.

Uma super produção, com cenários magníficos: Pacaembu, Yokohama, Arena Corinthians. De Itaquera ao Japão. De Caxias para o Corinthians. Do Corinthians para o Brasil. Do Brasil para o mundo. Mas claro que a fotografia seria em preto e branco. Já a trilha sonora… os corações e as vozes do Bando de Loucos fariam sua parte.

Chegamos à parte ruim, a hora em que o vilão entra em cena. No caso, a vilã: a CBF. Imaginem aquele momento clássico do cinema dirigido por Hitchcock, a cena do banheiro em Psicose. Foi assim que me senti quando a CBF fez o convite e o Tite aceitou. Momentos de pânico, solidão e medo do que irá acontecer daqui pra frente. Eu estava à espera de um milagre, querendo acreditar que Tite recusaria e seria o Alex Ferguson do Timão, mas o amor é cego, ainda mais no futebol. Diferente da maioria das produções de Hollywood, nossa história não teve final feliz. Não vivemos felizes para sempre, infelizmente. Não tivemos uma despedida digna de nossa história. Não pudemos nos abraçar. Não pude agradecer por tudo que vivemos.

De qualquer forma, eu ainda acredito e torço para que em breve eu possa escrever mais um roteiro dessa história e que, dessa vez, o título seja “O Regresso.”

Obrigada Tite.

to be continued…

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