
Créditos da imagem: Ilustração de Camilo Carvalho para o No Ângulo
Finalmente reconhecido pelo grande público, goleiro é destacadamente o melhor e mais regular da posição hoje no País
Em 5 de fevereiro de 2016, escrevi para o No Ângulo a coluna “Vanderlei, Rivaldo e os jogadores invisíveis”, buscando enaltecer o trabalho do então “invisível” goleiro santista através de uma analogia com o subestimado craque Rivaldo.
Pois bem, o tempo passou e o camisa 1 do Santos não fez outra coisa que não continuar atuando em altíssimo nível, tendo sido invariavelmente o melhor goleiro dos campeonatos que disputou (posto que dividiu com o palmeirense Fernando Prass, é bom que se diga) até atingir o status atual, de quase unanimidade nacional.
Status de São Vanderlei.
Curioso que o apelido (que virou moda depois de o palmeirense Marcos praticar os “milagres” na Libertadores de 1999, quando virou São Marcos) pegou de vez no corrente Brasileirão, após a partida do Santos contra o ex-clube de Vanderlei, o Coritiba, onde o goleiro também é ídolo.
Nesta partida, que marcou a maior atuação individual de um jogador do futebol brasileiro na temporada, pode-se afirmar que Vanderlei alterou o curso do jogo e fez com que o seu time – dominado e pressionado na maior parte do tempo – incrivelmente saísse com os 3 pontos. Uma jornada para se assistir de joelhos.
Enfim, trata-se de um goleiraço, que além de tudo tem um temperamento seguro e tranquilo. E que, à beira da Copa do Mundo, atravessa o seu melhor momento.
De maneira que Tite, que tanto vende o seu ideal de meritocracia, simplesmente não pode deixar de convocá-lo, sob pena de ser injusto.
Já não se trata mais de uma questão de preferência, a convocação de Vanderlei tornou-se algo imperativo.
Concordam, Alisson e Weverton?
E segue o jogo.
Ilustração de Camilo Carvalho
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