
Créditos da imagem: Montagem/No Ângulo
Sabe aquele tipo de jogador que, não importa o que faça, parece nunca ter o devido reconhecimento?
Pois então, Vanderlei, goleiro do Santos, parece ser mais uma vítima da “distração” e do “pouco caso” de grande parte da imprensa e torcida brasileiras.
Natural de Porecatu, no Paraná, o arqueiro de 1,95m de altura e 32 anos recém completos ganhou projeção atuando pelo Coritiba, por onde atuou em 301 partidas entre 2007 e 2014, e ganhou o status de ídolo da massa Coxa-Branca.
Pois bem. Em janeiro de 2015, de olho no mercado de maior visibilidade do país – o paulista -, Vanderlei assinou contrato com o Peixe e já no ano de estreia tomou conta da posição e se tornou destaque defensivo de um time reconhecidamente ofensivo.
O santista foi eleito pelo Lance! o melhor da sua posição no último Brasileirão e reconhecido pelo globoesporte.com como “o mais decisivo” do torneio, com a melhor média de defesas difíceis entre todos os goleiros, conforme tabela publicada à época:

Além de ser – e isso é uma impressão meramente pessoal, nada científica ou estatística – o goleiro que menos falha entre os que atuam no país. Sempre discreto e seguro.
Então por que diabos ele nunca é sequer COGITADO para a Seleção Brasileira? Por que raramente é lembrado nas rodas de discussão? O que pode explicar a predileção de Dunga por Alisson e Jefferson? Ora, se estes ainda fossem campeões de algo relevante e decisivos como foram/são Cássio no Corinthians e “São Victor” no Galo (um argumento respeitável), mas não.
Será pelo seu temperamento introspectivo, à la Rivaldo, a quem Felipão elegeu como o grande craque do Brasil na campanha do Penta?
– Quem foi o jogador mais importante da Copa de 2002? Rivaldo, disparado! O Ronaldo foi espetacular, fez gols decisivos e tudo mais, mas o cara que desequilibrou foi o Rivaldo, disse Scolari, em entrevista de 2009 publicada pelo Zero Hora.
Aliás, o que dizer de Rivaldo, que de tão subvalorizado durante a carreira, passou a se tornar um exemplo do anti-marketing. E que, de tanto ser lembrado por ser esquecido, paradoxalmente acabou atraindo os holofotes para si, ainda que por vias tortas. E viu transformar o anti-marketing em (bom) marketing. Menos mal.
Que o goleirão Vanderlei tenha a mesma sorte.
E segue o jogo.