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No Ângulo | Futebol é preciso

“Gosto de Cereja”: Santos e a busca pela consagração de uma geração

14/09/2017

Créditos da imagem: IG Esporte

Desde 2015 “na briga” em quase tudo que disputa, Santos vai colhendo os frutos da manutenção da base de seu elenco e tem, em 2017, a chance de (enfim) consagrar uma geração

Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique, Zeca, Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira já conquistaram juntos, pelo Peixe, dois campeonatos paulistas e dois vices nacionais.

Ou seja, “pouca coisa” não são.

E se o elenco santista já não tem mais Thiago Maia, Gabigol, Geuvânio (jogadores bem trabalhados pelo ex-treinador do clube Dorival Júnior e vendidos por uma dinheirama) e Robinho, atualmente pode contar com outros também importantes como Lucas Veríssimo, Luiz Felipe, Alison, Vitor Bueno, Copete, Bruno Henrique e Nilmar (que ou desabrocharam recentemente ou foram trazidos como peças de reposição).

De todo modo, perceba que a base (de pelo menos sete titulares) é a mesma desde 2015. Um verdadeiro feito! Não há qualquer coisa sequer parecida aqui no Brasil.

Ponto para a direção do clube (“a César o que é de César”: pelo menos nessa questão nada pode ser dito contra a administração atual, vez que após as conflituosas saídas de Aranha, Edu Dracena, Arouca e outros no fim de 2014, o cenário para a montagem de um elenco digno da grandeza do clube era preocupante).

Ponto para Lucas Lima (o melhor jogador atuando no País se recusou a jogar na China por dinheiro e merece os parabéns pela coragem).

Ponto para Dorival Júnior (com muito mérito na formação desse time. Foi ele, por exemplo, quem indicou para o Santos o “imparável” Bruno Henrique, hoje cotado para vestir a camisa da Seleção Brasileira).

Ponto para Levir Culpi (quem, reconheço, trouxe um frescor e maior firmeza ao trabalho de seu antecessor, tornando o time mais competitivo e “cascudo”).

Ponto para Victor Ferraz, David Braz, Zeca, Renato e Ricardo Oliveira (profissionais que dignificam a profissão, mas que convivem com muita maledicência e intolerância de parte da torcida por conta de suas religiões).

E tantos outros “pontos” que poderiam ser mencionados (o que falar de Vanderlei? Sem medo de errar, um dos melhores goleiros do mundo na atualidade)…

Fato é que hoje a Libertadores (na qual é o único invicto e tem uma classificação bem encaminhada para a fase semifinal) e até o Brasileirão (em que é o melhor mandante e vive fase diametralmente oposta à do líder Corinthians) são uma realidade para o Santos, cada vez mais maduro para finalmente consagrar essa geração com um título contundente.

É a cereja do bolo que está faltando.

Vai conseguir?

E segue o jogo.