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No Ângulo | Futebol é preciso

Entre o “não pedagógico” e o “ponto de partida das mudanças”, que Tite opte por representar a segunda opção

15/06/2016

Créditos da imagem: Reuters

Li muito por aí que a melhor maneira de Tite colaborar com o futebol brasileiro seria dizer “não” ao convite da CBF.

Ah, com a devida vênia, como eu discordo disso!

Não que Marco Polo Del Nero não mereça a negativa do melhor treinador brasileiro da atualidade, mas o que questiono é até que ponto isso afetaria e impactaria no comando do nosso futebol.

Ora, é só a gente puxar na memória o “não” do Muricy a Ricardo Teixeira, em 2010, que de nada adiantou.

Será que Tite, reconhecidamente um gestor de pessoas, com alto poder de argumentação e de convencimento, com conhecimento técnico e, até que se prove o contrário, sujeito ético e correto, não poderia ser “um dos elementos indutores do início das mudanças”, como bem escreveu o amigo Benê Lima em sua conta no twitter?

O leitor mais cético pode alegar: “Ah, mas o que um treinador pode fazer, ele não teria poder algum para introduzir e realizar efetivas transformações na CBF”?

Hum, será que a forma com a qual Tite está conduzindo a negociação (segundo consta, o ainda técnico corintiano está exigindo um contrato muito bem amarrado, com autonomia plena nas convocações e garantias de que poderá ser, de fato, o “dono” do time, sem estar sujeito às vontades dos patrocinadores etc) já não é uma pequena amostra de como ele pode ser útil para o futebol brasileiro?

Sejamos céticos, mas não pessimistas. Tite no comando técnico da Seleção Brasileira pode sim ser o pontapé inicial de transformações mais relevantes, estruturais mesmo.

A melhor maneira de não mudar é pensar que tudo é impossível. Como bem demonstra a atual situação política do País, não é.

E segue o jogo.