Pular para o conteúdo
No Ângulo | Futebol é preciso

Se conseguir segurar o seu poderoso trio de ataque, o Santos deve brigar pelo caneco do Brasileirão

16/06/2016

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Okay, o jogo foi contra um enfraquecido Sport (especialmente se comparado ao do ano passado).

Mas o primeiro tempo do Santos na primeira partida em que pôde contar com os retornos dos selecionáveis Gabigol e Lucas Lima (Ricardo Oliveira está em fase final de recuperação física) foi de encher os olhos.

Trocas de posição, com o sempre ótimo lateral Victor Ferraz aparecendo como opção no meio de campo, velocidade na recomposição… Enfim, um time robusto e organizado dentro de campo.

Ainda que Lucas Lima tenha participado apenas do segundo tempo (quando o desempenho do Santos caiu, pois Joel, que realmente perdeu gols que Ricardo Oliveira fatalmente teria feito, foi injustamente sacado no intervalo, já que ele abria e dava profundidade ao jogo do Peixe, que fluía bem e criava inúmeras chances de gol muito em razão da boa movimentação do camaronês), o ânimo da equipe era outro simplesmente por saber que poderia contar com os seus astros maiores.

E esse Santos do competente e (ainda) pouco reconhecido Dorival Júnior (que deveria ter um contrato de 5 anos com o clube, tamanha a química entre eles e pela qualidade do trabalho desenvolvido), caso consiga segurar Gabigol, Ricardo Oliveira e Lucas Lima (especialmente este, o maestro do time), deve sim brigar pelo título do Brasileirão.

O desempenho do Dorival, em que pese a bobeira dada na reta final de 2015, quando o Santos deixou escapar a vaga na Libertadores, respalda o pensamento de que 2016 pode render mais uma conquista para o Peixe, agora em âmbito nacional.

Agora, se por acaso alguma venda se fizer necessária, a fim de que, como gostam de dizer os dirigentes, se “equilibrem as finanças”, que seja a de Gabigol. Primeiro que ele é o jogador mais valioso do elenco (e do futebol brasileiro). Segundo que, dos três, ele é o que menos faria falta à equipe. Ainda mais se o recém contratado Copete, da mesma posição, jogar o mínimo que dele se espera (já que Paulinho é limitado e pouco acrescenta).

Ora, Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Vitor Bueno; Gabigol (Copete) e Ricardo Oliveira formam ou não a melhor equipe titular do país? Na minha opinião, sim. Sem falar que Dorival anda redescobrindo alguns jovens talentos que estavam perdidos como Lucas Veríssimo, Léo Cittadini, Caju (que, até o momento em que cansou, foi bem ontem substituindo o suspenso Zeca), Serginho e outros, que podem ser úteis.

Embora o consistente Grêmio (do também competente Roger, que teria sido indicado por Tite para ser o seu substituto no Corinthians) seja, hoje, o meu maior candidato ao título, o Santos definitivamente pode estar na parada.

A conferir se os seus dirigentes assim permitirão.

E segue o jogo.