
Créditos da imagem: Montagem/No Ângulo
Que os leitores me desculpem pelo título batido da coluna, mas, fã assumido de mata-mata que sou, não consegui deixar de fazê-lo.
São Paulo e Atlético se enfrentam pelas quartas de final da Libertadores com uma coisa em comum: a “fome” – quase uma necessidade – pela vitória.
Se por um lado o São Paulo vem conseguindo salvar um ano que até pouco tempo parecia comprometido, do outro, o Atlético vem de uma inesperada derrota na final do estadual (para o valente América) e chega ao duelo no Morumbi “no veneno”, disposto a mostrar para os adversários que ainda é o grande favorito brasileiro na competição.
Nesse sentido, penso que o clássico desta quarta-feira (e também o da volta) é, sobretudo, de afirmação.
Para os mais apressados, pelo lado tricolor, possivelmente servirá para Bauza demonstrar se é besta ou bestial, se Ganso é craque ou um jogador de lampejos, se Michel Bastos é um desagregador de grupo ou um incompreendido, e, entre outras coisas, se a contratação de Calleri por apenas seis meses foi um erro ou um acerto.
Já para o Galo, poderá servir para a diretoria do clube demonstrar que substituir Levir Culpi por Aguirre foi uma decisão correta, que vender Jeromel para segurar Lucas Pratto valeu a pena, e, também entre outras coisas, que Robinho vale o que pesa.
Falando do confronto propriamente dito, acredito que o São Paulo esteja naquela clássica curva ascendente de quem está “crescendo na hora certa” (com grande destaque para Ganso, que, insisto, deveria estar na Seleção), ao passo que o Galo, na minha opinião inferior ao de 2015 (como o “menino maluquinho” Luan faz falta), parece sem saber a melhor forma de se portar em campo (ganhou “na marra” do Racing, o que, como quase tudo no futebol, pode ser visto pelo lado positivo ou negativo).
De maneira que acredito em uma vitória do São Paulo no jogo de ida, ainda que o importante Michel Bastos, dúvida para a partida em razão de uma contusão, não possa jogar (vez que o seu provável substituto – Wesley -, de quem também gosto, parece estar recuperando o bom futebol dos tempos de Santos).
Caso a minha expectativa se confirme, a questão passará a ser se essa vitória será “grande o suficiente” para que o São Paulo consiga segurar a pressão que muito possivelmente terá de suportar no Horto, onde o Atlético tem conseguido reverter situações das mais adversas em um passado recente.
A conferir.
E segue o jogo.