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No Ângulo | Futebol é preciso

Hansi Flick e Jorge Sampaoli: metodologias e resultados diferentes

25/08/2020

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

O treinador Hansi Flick é, possivelmente, o grande nome da reviravolta desta temporada incrível do Bayern de Munique. Depois de pegar um time em crise, com pouco mais de 60% de aproveitamento no início da temporada, e levá-lo à tríplice coroa (títulos do Campeonato Alemão, Copa da Alemanha e Liga dos Campeões com 100% de aproveitamento), o alemão fecha a temporada com apenas duas derrotas e aproveitamento acima de 90%.

O curioso é que, ao assumir a equipe bávara, Flick alterou a forma de jogar e montou um time novamente multicampeão sem ter gasto sequer um euro a mais do que aquilo que lhe foi entregue em meio à crise pela qual passava o clube.

Sim, o alemão assumiu e tocou o clube a uma temporada vitoriosa apenas com o que tinha em mãos, sem esbravejar a necessidade de contratações e ameaçar sair do clube caso novas peças não chegassem para fortalecer o grupo.

Já no Brasil, o que vemos é exatamente o contrário, a começar pelo argentino Jorge Sampaoli, que gastou o que não podia no Santos e agora faz cobranças infinitas para que o Atlético-MG gaste cada vez mais, mesmo já tendo investido mais de R$ 100 milhões em reforços.

A cada derrota, Sampaoli não se intimida e pede mais peças para o elenco do Galo, mesmo sabendo que a equipe não possui tanto dinheiro em caixa para investir e que seu rival, o Cruzeiro, encontrou o fundo do poço pela irresponsabilidade de seus dirigentes.

Enquanto um retira o que pode e o que não pode dos cofres, o outro retira o máximo de seus jogadores. São metodologias diferentes que demonstram não somente a razão de estarmos tão atrás dos europeus, mas também que somos vítimas de técnicos que se imaginam acima do clube, mesmo daqueles que não ganham nada há algum tempo, como é o caso do argentino.