
Créditos da imagem: Montagem/No Ângulo
Já comentei, em coluna anterior, que o Santos perdeu uma oportunidade de ouro de peitar a CBF (amparado pela Lei Pelé) no caso das convocações de seus principais jogadores para a Copa América.
Depois de hoje, ao assistir Maxi Rolón maltratar a bola no jogo contra o Corinthians – longe de mim querer falar mal gratuitamente de um profissional, mas o atacante argentino parecia um menino atrapalhado no meio de homens – confirmei aquilo que há muito tempo já desconfio: o Santos virou um balcão de negócios nessa questão de transferência de atletas.
Algo que permite imaginar – repito, imaginar – que alguns dirigentes até tenham “esfregado as mãos” com as convocações de Lucas Lima, Gabigol e Ricardo Oliveira e a chance de vendê-los por altas cifras.
Chance esta que possibilita e “justifica” a contratação de novos atletas. E a gente, que conhece um pouquinho desses bastidores do mundo da bola, sabe como há comissões, jogo de interesses etc, nisso tudo. Muitas vezes – pelo menos assim tem sido no Santos -, a (pouca) qualidade dos jogadores é um mero detalhe nas negociações.
Enquanto isso, alguns torcedores com menos sensibilidade preferem culpar Dorival Júnior, que, de todos, é o menos culpado. O técnico, a bem da verdade, é vítima. Muitas vezes é pressionado a colocar em campo jogadores que chegaram ao clube à sua revelia.
Mas o que se pode esperar de torcedores fanáticos? Para eles, a emoção sempre fala mais alto do que a razão. Veja, até outro dia alguns gremistas reclamavam de Roger e outros tantos corintianos de Tite. É mole?
Falando em Corinthians, depois de vencer Ponte, Sport e Santos, parece que o time vai mesmo conseguir brigar por algo grande no campeonato. Mais uma vez!
A diferença entre o Timão e o Peixe?
Com a palavra, Marquinhos Gabriel.
E segue o jogo.