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No Ângulo | Futebol é preciso

Razões para apostar em André

31/01/2016

Créditos da imagem: Gustavo Garcia – GE

André foi o escolhido do Corinthians para o lugar de Vágner Love, vendido para o exterior no “sacolão corintiano” desse início de temporada.

Contratação polêmica, já que o ainda jovem jogador (hoje com 25 anos) possui uma carreira, digamos, instável e tumultuada fora de campo.

André, assim como seu antecessor, partiu de forma prematura em busca do “sonho europeu” e, quando retornou ao futebol brasileiro, segundo consta, rendeu-se aos “prazeres da vida noturna”, por assim dizer.

E pagou – e ainda paga – caro por isso.

“Menino da Vila”, o talentoso camisa 9 apareceu para o Brasil em 2010 jogando o fino da bola ao lado de Neymar, Ganso e Robinho, naquele inesquecível e encantador Santos comandado por Dorival Júnior.

Com grandes atuações, que fariam com que o então técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, o convocasse para o escrete canarinho àquela altura, André receberia, ainda em 2010, uma proposta polpuda do Dínamo de Kiev, da Ucrânia, e partiria para essa fria aventura, que, se já seria difícil para uma pessoa madura e instruída, que dirá para um menino de origem humilde, nascido e criado na quente cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

A fim de não me alongar muito, resumirei a trajetória do jogador a partir daí. Do fracasso na Ucrânia, André partiu emprestado para o Bordeaux, da França, e o retorno para o Brasil (já no segundo semestre de 2011) reservou passagens pelo Santos, Vasco, Atlético-MG (duas vezes) e Sport, este, o último clube do jogador, depois de passagens frustrantes especialmente por Vasco e Atlético, ambas marcadas por problemas extracampo (ainda que tenha sido eleito o craque do Campeonato Mineiro de 2012, superando, então, até mesmo o ídolo cruzeirense Montillo, e recebido mais dois prêmios individuais).

Em Recife, depois de procurar ajuda profissional com psicólogos e ser bem recebido pelo povo nordestino, André pôde, novamente, mostrar-se o goleador de outrora. Além de mais maduro.

Ótimo finalizador, o jogador tem no cabeceio um de seus pontos fortes, é dinâmico, faz a “parede” como poucos centroavantes do país e, com muito vigor físico e fluidez de jogo, deve se encaixar perfeitamente no futebol coletivo empregado com maestria por Tite.

A mistura do talento de André com a competência e sabedoria do treinador corintiano, mais a grandeza do clube e de seus projetos para 2016, levam-me a pensar que a aposta tem boas chances de dar certo. Há elementos para tanto.

A conferir.

E segue o jogo.