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No Ângulo | Futebol é preciso

Para apagar a má impressão

27/01/2020

Créditos da imagem: Reprodução UOL Esporte

Santos encara Guarani depois de um empate frustrante contra o Red Bull Bragantino na estreia do Paulistão

Sim, estamos em início de temporada e em pleno verão.

Sim, o adversário enfrentado provavelmente é o mais forte da competição entre os clubes do interior e Jesualdo Ferreira ainda está conhecendo o seu grupo de jogadores.

No entanto, feitas as devidas ressalvas, fato é que o desempenho do Santos na primeira rodada do estadual foi deveras decepcionante: não houve marcação pressão na saída de bola, não houve a chamada “intensidade”, não houve fluidez nas jogadas de ataque (uma marca da equipe de 2019) e, para piorar, não houve Soteldo (quem, a serviço da seleção venezuelana, foi incompreensivelmente substituído pelo centroavante -e “joia da base”- Kaio Jorge, este sem o menor cacoete para tentar fazer as vezes do baixinho veloz e driblador. O que me leva a pensar: será que o simpático treinador português quis ser populista e anunciar que, com ele, diferentemente da época de seu antecessor, OS MENINOS DA VILA TERÃO VEZ? Não é, ou pelo menos não deveria ser, por aí).

O temor -assumidamente imediatista- é que Jesualdo Ferreira desfaça em pouco tempo o legado deixado por Jorge Sampaoli. E, pelo menos no meu entendimento, a chance de o falido Santos brilhar novamente em 2020 (como o fez em 2019, em que pese a falta de título) passa obrigatoriamente pelo sucesso de seu novo treinador.

Por fim, reitero que é tudo muito, muito, mas MUITO precoce. Só que o choque da estreia foi grande. Há tempos o Peixe não atuava tão mal, especialmente na Vila Belmiro. Será que o “castelo de areia santista” irá desabar e testemunharemos o surgimento dos “órfãos de Sampaoli”?

A conferir.

E segue o jogo.

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– Se é da base do Santos, é bom?