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No Ângulo | Futebol é preciso

Palmeiras 2018 repete erros do ano passado e está fadado ao fracasso

07/01/2018

Créditos da imagem: Jales Valquer/Fotoarena/Lancepress

Sabem aquele velho ditado que diz “errar é humano, persistir no erro é burrice”? Pois bem, parece que o diretor de futebol palmeirense Alexandre Mattos não conhece muito bem a sabedoria popular e pode fazer o Alviverde pagar caro por isso em 2018.

Depois de gastar um caminhão de dinheiro na temporada passada e ficar pelo caminho em todas as competições que disputou, o Palmeiras, com o aporte da Crefisa, começa 2018 com o mesmo pensamento e um planejamento duvidoso.Antes mesmo de anunciar a contratação do técnico Roger Machado para substituir Alberto Valentim a diretoria se apressou para fechar com o zagueiro botafoguense Emerson Santos, apenas para impedir que o rival Corinthians o contratasse, inchando um setor que já contava com Edu Dracena, Mina, Luan e o caríssimo Juninho, comprado por R$ 10 milhões ao Coritiba.

Inchado também está o gol do Verdão, que já contava com o veterano Fernando Prass e o eficiente Jaílson, mas agora também tem na disputa o medalhista olímpico Weverton, ex-Atlético-PR – curiosamente também contratado após despertar o interesse de um rival (São Paulo).

Os milhões da Crefisa continuaram sendo gastos antes mesmo da virada do ano, com a chegada do lateral Diogo Barbosa, esse sim um investimento pontual, já que o milionário elenco não contava com peças à altura para a posição.

A contratação de Lucas Lima, no entanto, e o propalado interesse em Gustavo Scarpa, que acabou não se confirmando, voltaram a colocar em dúvida a eficiência do planejamento verde, já que em 2017 o time contou com o talentoso Moisés, um dos destaques da conquista do Brasileirão 2016, e a chegada de Guerra, destaque do Atlético Nacional ao lado de Borja, outro que custou uma fortuna aos cofres da milionária e apaixonada Leila, dona da patrocinadora.

O Palmeiras de 2018 começa o ano com uma obrigação gigantesca de ganhar um título de expressão e um treinador que, até o momento, não se mostrou preparado para tanta responsabilidade, pois traz no currículo uma passagem aceitável pelo Grêmio, mas outra decepcionante no comando do Atlético-MG. O caminho do fracasso, pelo menos antes de a bola rolar, parece mais próximo do que o do sucesso.