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No Ângulo | Futebol é preciso

Os “Deuses da bola” deram a chance para Jô. Mas ele fraquejou

18/09/2017

Créditos da imagem: torcedores.com

Assim como ocorre com a política do nosso País, sobre o que muitos não gostam nem de conversar – tamanha a falta de credibilidade -, o futebol parece trilhar o mesmo caminho.

Nada contra as brincadeiras e gozações dos torcedores, que fazem parte do contexto e da essência do esporte, e sem elas não haveria a verdadeira graça do dia seguinte ao jogo, quando se chega para trabalhar – com a cabeça erguida (para sacanear) ou cabisbaixo (para ser sacaneado).

Acredito que os erros e acertos sempre ocorreram, mas não tão descarados como ultimamente. Todos são beneficiados e prejudicados. No entanto, para alguns a benevolência é escancarada e isso nos tira todo e qualquer prazer de ver, comentar e até discutir, no bom sentido da palavra.

Quando um produto, qualquer que seja ele, perde o seu crédito, o que temos de fazer é deixá-lo de lado. Por essas e outras que a cada dia mais cresce o interesse do torcedor pelo futebol europeu. Grupos são criados em diversas partes do Brasil para acompanhar os jogos semanalmente pela televisão. E tudo é levado muito a sério.

Voltando ao assunto em questão, os homens que dirigem o futebol brasileiro, quase que na sua maioria são “políticos” disfarçados de torcedores, que usam a imagem da instituição somente para benefício próprio. Nós, os torcedores, somos usados e passados pra trás, ludibriados quase que diariamente, e só aqueles mais apaixonados – que só enxergam tudo a seu favor – são coniventes e aceitam todo e qualquer tipo de situação.

Não foi esse o esporte que aprendi a gostar!

Tudo que vem ocorrendo é um somatório de fatores lamentáveis. Será que o futebol está virando um jogo de cartas marcadas? Até que ponto os interesses de audiência interferem nos resultados?

Há exceções, como em tudo na vida. Estou certo, Rodrigo Caio? Se ele quis ou não passar como bom moço, não vem ao caso, o importante é que tomou a atitude correta para a ocasião.

E eis que por ironia do destino, o centroavante corintiano (beneficiado lá atrás pela conduta do zagueiro são-paulino, a quem elogiou publicamente pela atitude de corrigir a marcação do árbitro no clássico entre suas equipes) ao marcar o gol com a mão no Vasco na última rodada, comemorou como se nada tivesse acontecido e “deu de ombros” para a situação.

Ou seja, os “Deuses da bola” deram a chance para Jô. Mas ele fraquejou.

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