
Créditos da imagem: Fernando Dantas/ Gazeta Press
“Em casa”, contra um time menor e com a necessidade da vitória. A pergunta surge inevitavelmente: o que Romero faz em campo?
Exímio marcador e destacadamente um dos jogadores de maior entrega tática e defensiva do Brasil, o paraguaio -termo aqui não usado de maneira pejorativa, é bom se dizer nos dias de hoje- torna-se peso nulo e atrapalha o time quando o único resultado que interessa é a vitória.
Após tanta insistência principalmente de Carille, tornou-se fácil entender por que o jogador é titular absoluto no esquema do treinador corintiano. O Corinthians se destaca claramente pela marcação e Romero acrescenta muito ao time nesta parte. Mas isso acontece até um possível 0 a 0 ou em caso da satisfação pelo empate ao término de jogo, não mais que isso.
Quando o Corinthians precisa vencer, Romero mais atrapalha que ajuda, tamanha sua dificuldade em acertar um passe, realizar um drible e, principalmente, acertar a meta numa finalização. É recorrente vermos as jogadas de ataque terminando aos pés do atacante corintiano.
No caso do jogo contra o Bragantino, perdendo por 1 a 0 e necessitando da vitória, Carille preferiu retirar Clayson, reconhecidamente o único jogador driblador e agudo desta equipe, para colocar Pedrinho.
Seis por meia-dúzia.
Mas enquanto isso, no lustre do castelo, Ángel permaneceu em sua cativa posição, como se a ineficácia do ataque corintiano tivesse a ver com você, comigo, com Donald Trump e Kim Jong-un, mas, menos, claro, com o atacante que tem apenas um gol em toda a temporada.
Carille esperou o Bragantino fazer TRÊS gols para tirá-lo. É como se negar a querer ganhar o jogo quando ainda está 0 a 0, ou se negar a tentar o empate com 2 a 1.
Foram necessários, mais uma vez, TRÊS gols do Bragantino para que o treinador pusesse, de fato, o time para o ataque ao retirar o inofensivo atacante.
Ou seja, ao levar o terceiro gol e pensar em pôr o time para frente, o treinador não retirou um volante, um zagueiro, um lateral, mas sim Romero, pois sabe que seu poder de fogo é absolutamente nulo. Mas por que o um time grande como o Corinthians tem que levar três gols para tentar se impor contra um time do tamanho do Bragantino?
Repita-se: Romero é um jogador fundamental para o esquema corintiano e por isso é titular absoluto. Mas contra o Bragantino ou contra quem for e o Corinthians necessitar de gols e da vitória, o paraguaio inevitavelmente subtrai e atrapalha o time.
Tem sido essa a tônica em todos os jogos nos quais o Corinthians precisa buscar a vitória.
Não é inexplicável, mas é inaceitável.