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No Ângulo | Futebol é preciso

O que nossos filhos dirão sobre estes últimos 10 anos do futebol?

25/10/2017

Créditos da imagem: Montagem / Messi CR7

Tenho por costume fazer pesquisas históricas sobre as listas de clubes e jogadores do futebol.

Lista de campeões mundiais, sedes de Copa do Mundo, finais de Libertadores, Champions, Campeonatos Brasileiros e de seus respectivos artilheiros, entre muitas outras.

Uma lista que me prendia constantemente era a de Melhor Jogador do Mundo, prêmio dado pela FIFA desde 1991 para o melhor jogador do continente europeu (que, teoricamente, também seria o melhor do mundo, bobeiras claras de eurocentristas).

Deparei-me varias vezes perguntando como um tal de George Weah superou Romário ou como um tal de Cannavaro bateu Zidane, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho num mesmo ano.

Fazia conta de quantas vezes o Brasil já teve um Melhor do Mundo, de quantas vezes um mesmo jogador conseguiu levar o prêmio e me espantava quando via que Zidane e Ronaldo conseguiram a proeza de ficar três vezes no topo, mesmo num mundo da bola com tantas estrelas e jogadores espetaculares.

Também me deliciava ao ver que a Argentina jamais havia ganho o prêmio, e que jogadores como Aimar, Ortega, Saviola e Batistuta sequer ficaram na briga de um título destes.

Mas faz tempo que não vejo mais esta lista. Hoje chegamos a incríveis dez anos sem alteração nenhuma. Nada muda, nada surpreende, não há mais contas a fazer. A polarização Messi/Cristiano Ronaldo é a vitória do individualismo sobre o coletivo.

É claro que Cannavaro levou o título em 2006 por representar o espírito da seleção campeã mundial. Assim como Xavi ou Neuer deveriam ter ganho em 2010 e 2014, respectivamente.

Ou Kaká, o último fora do eixo Leo/CR7, que levou o Milan ao título europeu em 2007, como fez Milito com a Inter em 2010 e Ribery com o Bayern em 2013.

Há tantas histórias que o prêmio de Melhor do Mundo omitem que fica difícil acreditar que esta lista é pra valer.

O que nosso filhos pensarão sobre estes últimos 10 anos de futebol? Marasmo, mesmice, uma chatice.

Muito longe do que realmente foi, com tantas histórias, sucessos, fracassos e bola girando por todo o mundo.

Ou seja, hoje, o prêmio de Melhor do Mundo da FIFA em nada mais representa do que briga de egos de jogadores e de torcedores modinhas.

Que o futebol seja sempre mais que isso nas próximas temporadas. Multipolar como sempre foi. A cara de todos!