
Créditos da imagem: Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
Você leu aqui que Enderson Moreira teria grande desafio com Fred e Ronaldinho juntos. Mas contra o ótimo Atlético-MG, de Levir Culpi, o problema surgiu com a presença de um só deles em campo – o Gaúcho.

Com o tradicional 4-2-3-1, o time mineiro foi superior em todo primeiro tempo. A velocidade de Luan e Thiago Ribeiro, além da qualidade de Giovanni Augusto, Rafael Carioca e Leandro Donizete, logo apareceram. Compactação rápida e saída para o jogo com a intensidade natural e característica do time mineiro. Vantagem justa no placar ao término da primeira etapa.
Porque a equipe de Levir aproveitava o fato de Ronaldinho se isolar da responsabilidade de marcação para adiantar as linhas e anular os volantes do Fluminense. Portanto, o Gaúcho não participava da criação, os volantes não conseguiam render, e a ausência de um jogador de velocidade pelos flancos era sentida. Apenas 25% de posse de bola para o tricolor, contra 75% do Atlético.

Enderson tentou reverter a situação logo no início da segunda etapa com Gérson na vaga de Victor Oliveira, zagueiro improvisado na lateral esquerda. Abriu a cria de Xerém e Wellington Paulista como pontas e centralizou Cícero e Jean. Em números, um 4-1-4-1.
Ganhou o controle do meio-campo em boa parte da etapa final, e empatou o jogo nos minutos iniciais, após bom lançamento de Gum para W. Paulista dominar e sair na cara de Victor.

A necessidade de vencer fez com que Enderson ainda lançasse Magno Alves na vaga do ainda inerte Ronaldinho. O Flu ganhou em movimentação e trouxe algum perigo, mas logo perdeu o controle do jogo com as mexidas de Levir, que sacou Luan e Thiago Ribeiro para às entradas de Patric e Dátolo.
A velocidade e o jogo vertical do Atlético apareceram como no segundo gol do time mineiro: apoio dos laterais, Pratto deslocando a defesa e Patric surgindo de trás para marcar.

Enderson se mostra mais preocupado em encontrar um espaço para Ronaldinho no time, do que propriamente montá-lo. O Fluminense tem opções de qualidade em seu elenco, mas o preciosismo por ter o craque em campo parece ser maior. As necessidades táticas deveriam ser a prioridade.