
Créditos da imagem: Marcos Ribolli
Respaldado por um ótimo trabalho no Botafogo, Jair Ventura prometia desabrochar no Santos. Só que isso não aconteceu
Em outubro do ano passado, escrevi neste espaço que Jair Ventura é (era) o cara para o Santos em 2018.
Entre alguns pontos, listei a sua juventude e o fato de o Santos poder proporcionar um elenco de qualidade superior ao do Botafogo para que ele pudesse desenvolver o seu trabalho (o que, na minha visão, seria suficiente para apostar em uma mudança de postura no seu estilo de jogo. Em outras palavras, no Peixe ele não teria que ser tão defensivo como era no Fogão).
Mas a verdade é que, passado quase um semestre da temporada, seu insistente (aliás, o treinador parece confundir convicção com teimosia) sistema de jogo não deu liga com o clube, que já vem colecionando alguns recordes negativos sob o seu comando.
Segundo a ASSOPHIS, “em seus 106 anos de história, apenas 3 vezes o Santos havia perdido 11 partidas nos primeiros 5 meses do ano: em 1982, 1996 e 2008”. E ainda há 3 jogos (Real Garcilaso, Cruzeiro e Atlético Paranaense) a serem disputados pelo clube no mês de maio, ou seja, o recorde negativo pode/deve aumentar.
Detalhe que desde 2008 (quando Kléber Pereira foi uma espécie de “Salvador da Pátria”) o Santos não se mostrava tão inofensivo como na corrente temporada.
Falando sobre os pontos positivos, Jair Ventura ajudou a consolidar o candidato a craque Rodrygo entre os titulares e cirurgicamente buscou Sasha (sem falar que o treinador assumiu e logo perdeu os três melhores jogadores de linha do plantel: Lucas Lima e Ricardo Oliveira, negociados, e Bruno Henrique, contundido).
Agora é avaliar se vale a pena interromper o ciclo e começar tudo do zero.
De qualquer forma, com Jair ou sem Jair, 2018 tem tudo para ser mais um ano de seca para o torcedor santista.
E segue o jogo.