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No Ângulo | Futebol é preciso

Meu testemunho sobre a “Invasão Corintiana”

17/03/2016

Créditos da imagem: corinthians.com.br

Meus amigos, em 1976, eu era casado de novo e uma das coisas que mais sinto foi não ter presenciado o jogo Corinthians x Fluminense, de 05/12/1976.

Foi o maior deslocamento popular por causa de um evento esportivo.

No sábado que antecedeu o jogo, ainda tentei conseguir alvará em casa para viajar para o Rio. Não teve jeito. Resolvi então ir ver os ônibus da Gaviões da Fiel estacionados na rua Santa Efigênia que sairiam à meia-noite. Nem na rodoviária se via tantos ônibus. Veio um rapaz meio choramingando perto de mim falando: por favor, compre a minha passagem, não poderei ir, minha mãe está doente. Puxa, que tentação. Mas lembrei-me do ultimato recebido em casa: se você for não precisa voltar.

No domingo, desde as 10h, a Jovem Pan estava a postos com a equipe de Osmar Santos. Quando deu 1h da tarde, metade do estádio estava tomado pela torcida paulista e o presidente Francisco Horta falou ao vivo na Pan: “Sensacional, nunca vi nada igual. Vou imediatamente clamar para a torcida do Fluminense comparecer em massa”.

E foi isso que aconteceu. Público de 146.043 pagantes (!).

Lembro-me que desde as 11h fiquei concentrado na sala à espera da partida na TV. Com gols de Carlos Alberto Pintinho aos 18 e Ruço aos 29 do primeiro tempo, tivemos o jogo terminado em 1 x 1 . A chuva que caiu beneficiou o Corinthians, menos técnico. Nos pênaltis, Corinthians 4 ( Neca, Ruço, Moysés e Zé Maria) x Fluminense 1 ( Carlos Alberto Pintinho ). O herói nas penalidades foi o goleiro Tobias.