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O ano de 2016 promete ser mais extenso para santistas e palmeirenses do que para corintianos e são-paulinos.
Enquanto os técnicos Dorival Júnior e Cuca se dedicam a reforçar suas estratégias na busca dos títulos do Brasileiro e/ou da Copa do Brasil e pavimentar o caminho para a Libertadores/2017, Cristóvão Borges e Ricardo Gomes não têm muito a aspirar, e devem estar preocupados com o futuro pós festas de final de ano.
As sensações são ruins para os torcedores de ambas equipes, mas têm diferenças em cada caso. O corintiano recebeu uma pancada em janeiro, quando ainda comemorava o hexacampeonato brasileiro.
Quando os chineses estacionaram a van na porta do clube e levaram todos os craques e não-craques que viram pela frente, já se sabia que o ano seria duro. A chegada de bons reforços, como Marquinhos Gabriel, Giovani Augusto e Guilherme, ainda provocou um sentimento de esperança, que logo foi desfeito na saída de Tite e de boa parte da diretoria de Futebol e da comissão técnica.
A vinda de Cristóvão Borges não está dando os resultados esperados. E, agora, com a saída de Elias, Bruno Henrique e dos poucos atacantes que o clube ainda tinha, parece que a direção resolveu priorizar os cofres em detrimento da sala de troféus. Um clube praticamente fechado para balanço.
O São Paulo teve mais esperanças em 2016. Chegou perto na Libertadores e alimentou, com Bauza, a ilusão de que tinha um grande time. Não era ruim de todo, mas estava longe de ser o que era imaginado ou sugerido ao torcedor. Ainda mais com a saída do inconstante Ganso, de Carelli e de Alan Kardec.
Para complicar, as contratações não foram boas, ou custaram caro demais, como no caso de Maicon. Para completar uma triste história que vem desde os escândalos administrativos, a “torcida” são-paulina fez um estágio com os seus rivais corintianos e aprendeu a piorar o que já está difícil com exemplos de bestialidade explícita, roubos e invasão do local de trabalho dos jogadores.
Muitos dirão que eu posso queimar a língua. Afinal, o Corinthians pode dizer que está no G4 e ainda tem chances na Copa do Brasil, assim com o São Paulo. Ok, é verdade. Mas a quarta colocação no Brasileiro mais surpreende do que justifica. Nem os corintianos parecem acreditar muito. O principal desafio que o São Paulo tem pela frente parece ser mais a luta contra o risco do rebaixamento.
Um ano que as duas torcidas devem estar ansiosas para esquecer.
Obs.: caso um dos dois resolva reagir e terminar o ano com algum título importante ou vaga na Libertadores, me penitencio pela precipitação e reforço meus votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Mas acho que essa hipótese é mais remota do que a de o peru sobreviver ao dia 24 de dezembro e participar vivo e alegre da Ceia.