
Créditos da imagem: corinthians.com.br
O destino reservou papéis diferentes, mas igualmente complicados, para Corinthians e Santos no clássico deste meio de semana (1/6). Os corintianos estão em fase de construção depois de terem perdido quase todo o time campeão de 2015 e passarem por duas eliminações já neste ano. O Santos está começando uma fase de desconstrução com a perda de titulares importantes para a Seleção, e com grande risco de vê-los irem para exterior após a Copa América e os Jogos Olímpicos.
Depois de um começo de Brasileiro com um empate diante do Grêmio em casa e uma derrota fora contra o Vitória, o Corinthians ganhou duas seguidas, 3 x 0 na Ponte Preta e 2 x 0 no Sport. Não foram vitórias memoráveis, mas deram um tremendo respiro na crise que se desenhava lá em Itaquera. A pequena distância entre céu e inferno no Corinthians é inversamente proporcional à intensidade de suas crises. E mais importante do que o alívio no ambiente, foi Tite dar o braço a torcer e fazer mudanças no seu esquema tático. Assim, Guilherme – que penava por não ter o estilo de Renato Augusto – pôde achar seu espaço e ter boas atuações. Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto também cresceram. Se tivesse um centroavante, o time teria aproveitado muito mais.
O treinador ainda deve perder Felipe para o Porto e, provavelmente, Elias para a China. Mas cada dia com sua agonia. Para pegar o Santos, o zagueiro estará em campo. Elias já está com a Seleção há alguns dias. E mesmo que Fagner seja incluído na liquidação de julho, certamente vai poder jogar o clássico.
O Santos está ainda na etapa anterior à do Corinthians: a de perder titulares. Sem Lucas Lima e Gabigol (ambos na Seleção), ficou também sem Ricardo Oliveira, contundido. São mais do que meio time no esquema de Dorival Júnior. A equipe que perdeu para o Internacional, em plena Vila Belmiro, no último domingo, não foi sombra daquela de 20 dias atrás, que se sagrou campeã paulista. A diferença que os três jogadores fazem é muito grande.
O risco de o trio não ficar para o segundo semestre é considerável. O mercado internacional está aberto para eles. Se Ricardo Oliveira não for vendido por causa da contusão, provavelmente vai desfalcar o time santista também. E o pior é que o “saco de bondades” da Vila Belmiro, que fornece um ou mais novos craques sempre que o túnel parece não ter luz em seu fim, desta vez não tem sido, pelo menos até agora, tão generoso.
Prever o resultado de Corinthians x Santos é sempre um desafio. É um jogo em que os dois crescem. Mas, desta vez, está mais difícil ainda. Eu arrisco apostar no Timão, por jogar em casa e estar tentando pegar o embalo de uma nova formação que parece promissora. Mas não dá para esquecer que o Santos é time que costuma surpreender. Corro o risco de errar feio.
E você? Quer arriscar seu palpite?