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Os desafios de Tite para 2016 não param de aparecer. Depois de perder mais da metade dos titulares no início do ano, conseguiu dar uma cara à equipe em pouco tempo, mesmo com gente nova no clube, e feito um bom Paulista e razoável início de Libertadores.
Agora, às vésperas da caminhada do Brasileiro, corre o risco de ficar sem dois dos seus titulares mais experientes: Elias e Felipe. O primeiro parece ter nova proposta da China e o segundo estaria em conversas adiantadas com o Porto.
Ou seja, já podemos dizer que, perto disso, 2015 pareceu mais calmo.
Na temporada anterior, mesmo eliminado no Paulista e Libertadores de formas semelhantes a este ano, e perdido Guerrero, Sheik e Fábio Santos, Tite partiu para o segundo semestre com a base do time estruturada. Tinha mais certezas do que dúvidas.
Este ano, sua cabeça deve estar um trevo. Tem a missão de equacionar posições ainda não resolvidas e torcer para que a janela do meio do ano o preserve, ou fique apenas em Elias e Felipe.
O desafio será manter o esquema 4-1-4-1 com o time que aí está.
A defesa esteve mais vulnerável neste ano. Yago não deu conta de substituir Gil. Balbuena parece mais pronto para compor a zaga, mas deve ficar um tempo na seleção paraguaia. Uendel teve queda visível de produção. Se não vier novo lateral, Arana merece uma chance.
No meio, no papel do primeiro 1 do esquema, Bruno Henrique, que começou como titular no Brasileiro de 2015, não tem a mesma pegada de Ralf. Pode estar aí a chance de Cristian, se é que ele está mesmo recuperado dos problemas físicos. Maycon precisa ser bem treinado. Se conseguir marcar bem, e usar sua boa presença no ataque, pode ser uma opção a Elias como elemento surpresa.
O quarteto de frente tem ainda Giovani Augusto e Rodriguinho como pontos mais fortes entre as opções disponíveis. Marquinhos Gabriel parece ter boas condições de chegar aos titulares. Guilherme, Lucca e Marlone ainda precisam provar que podem atuar ali. André, e não é apenas pelo pênalti perdido contra o Nacional, precisa mostrar serviço. Hoje, Luciano e Romero são opções que parecem mais confiáveis.
Ou seja, é preciso ainda ver quem vem e quem sai para cravar com certeza as possibilidades do Corinthians. Dependendo da situação do mercado – especialmente o chinês – e das possibilidades do clube em fazer aquisições, saberemos o quanto o time pode avançar.
Pelo menos, podemos dizer que o Corinthians tem um diferencial para aspirar, com as opções existentes, a briga pelo G4: a capacidade de Tite em fazer jogadores comuns se transformarem em boas opções. Seu repertório não é de um esquema só. Ele sabe mexer de acordo com o que tem em mãos. Algo muito útil, pois torneio de pontos corridos em 38 rodadas é prova de resistência. Tomar poucos gols, conseguir resultados bons em casa e competentes fora é a fórmula para se dar bem. Nesse quesito, tem muito serviço mostrado. Mas certamente precisará de reposições. Aí entra o papel da diretoria.
Hoje, por sua competência comprovada, Tite é considerado por muitos o melhor técnico do Brasil. Só precisamos saber se, para continuar no topo, também será exigido dele algum poder mágico.