
Créditos da imagem: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians
A grande final do Campeonato Paulista está chegando. Após vencer por 1 a 0 na casa do Corinthians, o Palmeiras tem a faca, o queijo e tudo o que precisa para fazer uma grande festa no domingo. É, enfim, a hora de levantar um caneco em casa contra o seu maior rival.
Em épocas em que chegar à final de torneio está cada vez mais difícil, encontrar-se com seu rival tem se tornado raridade até mesmo em campeonatos estaduais, como o Paulista. Neste século, esta é apenas a segunda vez que dois times da capital paulista se encontram na decisão.
Pode acontecer, mas a chance de que se repita a final entre os rivais em qualquer outro campeonato é rara. Se analisarmos esta década, apenas em 2013, 2014 e 2015 tivemos finais entre rivais em campeonatos de maior importância, com Corinthians x São Paulo na Recopa, e Atlético x Cruzeiro e Palmeiras x Santos na Copa do Brasil, respectivamente.
Mesmo no Paulista, ganhar o título em cima do maior rival é um troféu que deve ser ilustrado diariamente e exibido na primeira prateleira da já extensa galerias de títulos alviverdes.
Ao Corinthians, resta pôr água no chopp do maior rival. Chega neste domingo como grande azarão, mais como convidado do que como protagonista, pois joga fora de casa, sem torcida, em desvantagem e ainda sem um esquema definido pra temporada.
A ausência de um centroavante tem pesado cada vez mais no esquema do técnico Fábio Carille.
Mas como não há ovo antes que a galinha bote, a zebra pode até passear no Allianz às 18h do domingo quando o jogo acabar.
O Corinthians precisará repetir o placar da última vez em que entrou em campo neste estádio, mas desta vez as condições serão consideravelmente diversas, já que o Palmeiras tem apresentado futebol claramente superior a todos os seus adversários.
Carille precisará quebrar a cabeça e deverá contar com a participação total do jovem Maycon caso queira vencer o jogo e levar a decisão ao menos para os pênaltis.
Durante os 90 minutos a marcação palmeirense deverá ficar toda em cima de Jadson, Rodriguinho e Mateus Vital. Fágner e Sidcley provavelmente se aventurarão ao ataque – este último se aproveitando da força defensiva de Romero, que jogará pelo teu lado do campo.
Com os principais jogadores marcados e com Sidcley com mais liberdade, a área palmeirense provavelmente se povoará quando o alvinegro estiver atacando, e Maycon deverá ser o elemento surpresa no ataque, ao melhor estilo Elias e Paulinho, aproveitando-se da ausência de Felipe Melo pelos lados alviverdes.
Tudo passará pelas mãos de Carille. O jogador, que mais uma vez faz bom início de temporada, muitas vezes parece ter receio de avançar como avançava enquanto jogava na base, quando foi capitão do time vice-campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2016.
Com a entrada de Ralf, Maycon terá mais liberdade para chegar a área e buscar a finalização. Fez pouco isso no ano passado e caiu absurdamente de rendimento chegando a perder a vaga no time para Camacho na reta final do Brasileirão. Neste ano, já marcou um golaço nas quartas de final do Paulistão contra o Bragantino, que garantiu o Corinthians nas semifinais.
Contra um Palmeiras que deve atacar mesmo com a vantagem do empate e pesar a marcação em cima das principais estrelas corintianas, Maycon pode ser o homem a dar o improvável título ao Corinthians.
Potencial para isso, certamente, tem.
Veremos a partir das 16h do próximo domingo.