Pular para o conteúdo
No Ângulo | Futebol é preciso

Cadê o poder de fogo? Montagem do elenco faz do Corinthians um “time de armandinhos”

09/02/2017

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Na última semana o Corinthians anunciou seu maior nome para esta temporada: o retorno do ótimo meia Jadson, destaque (e a meu ver o melhor jogador da competição) na irrepreensível conquista do Brasileirão pelo clube em 2015.

É um excelente reforço e certamente eleva o nível desse time carente de jogadores mais experientes e consagrados.

Para jogar ao lado de Jadson, Rodriguinho, recém-convocado para a Seleção, deve tentar reproduzir o papel de Renato Augusto no time de 2015. Mas e para os lugares que foram de Malcom e Luciano/Vágner Love?

Bem, aí então notamos que os principais jogadores de frente do elenco são meias. Além dos já citados, Marlone encerrou 2016 em alta. Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto, investimentos consideráveis do clube desde que adotou o perfil mais “pés no chão”, também jogam mais atrás. Até mesmo Guilherme (talvez o jogador de frente mais talentoso do elenco), formado como atacante, tem jogado mais pelo meio nos últimos anos.

A única opção que hoje parece minimamente razoável para jogar como atacante veloz pelos lados é o limitado paraguaio Romero. E para jogar na área, todas as fichas estão depositadas no imprevisível Jô.

Atualmente, em status dentro do futebol, tanto Marlone quanto Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto e Guilherme – quatro jogadores que poderiam ser reservas de um meio-campo formado por Gabriel, Camacho, Rodriguinho e Jadson – estão à frente de Romero e Jô, as principais opções para o ataque. Isso me parece um evidente erro de montagem de elenco.

Tenho certeza de que a Fiel sente saudade da agudeza de um Emerson Sheik e da presença de área de um Guerrero. A troca de dois desses “armandinhos” por jogadores com poder de fogo, capazes de “meter a bola para dentro”, faria o time mudar totalmente de patamar e poder bater de frente com qualquer outro do País. Do jeito que está, por mais que seja acertadinho e técnico, acaba ficando um tanto quanto inofensivo pela falta de homens de decisão.