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No Ângulo | Futebol é preciso

Bruno Henrique e mais dez

13/03/2017

Créditos da imagem: Portal Terra

Bruno Henrique é o jogador mais caro da gestão Modesto Roma e uma das maiores contratações (ao menos em termos financeiros) da história do Santos. Claro que isso, por si só, não deveria garantir a sua titularidade (sou contra a “carteirada”), mas o atacante tem a seu favor outros pontos, a ver:

– Para aqueles que não se lembram, Bruno Henrique foi, atuando pelo Goiás, um dos grandes destaques do Brasileirão de 2015. Ele e Biro-Biro (então emprestado  para a Ponte Preta pelo Fluminense e hoje na China) foram muitíssimo bem naquela edição;

– Depois disso, foi contratado pelo Wolfsburg e jogou demais contra o Real Madrid (!), naquela que foi a sua grande atuação pelo clube alemão;

– Já pelo Peixe, Bruno Henrique tem sido destaque em suas breves participações, especialmente na partida do último domingo, contra o São Bernardo, quando iniciou como titular e fez três gols;

– O jogador tem personalidade e, segundo consta, já é uma das novas lideranças do elenco;

– Finalmente, Bruno Henrique parece ter sido escolhido a dedo pelo competente Dorival Júnior para fazer o Santos voltar a jogar o grande futebol de 2015 e que também teve bons momentos em 2016, quando ainda podia contar com Geuvânio e Gabigol, respectivamente. Depois das vendas dos dois velocistas, que “faziam a diagonal” com excelência, o Santos ficou mais previsível e menos mortal, o que afetou até Lucas Lima, que ficou sem referência para os seus preciosos lançamentos. O esforçado (mas tecnicamente limitado) Copete, taticamente é muito bom, com um físico muito privilegiado, mas se atrapalha com a bola (penso que o colombiano, dependendo da circunstância da partida, pode ser deslocado para a função do inoperante Zeca, na ala-esquerda);

– Por tudo isso, o Santos agora deve ser Bruno Henrique e mais dez!

E segue o jogo.