
Créditos da imagem: MARCELLO ZAMBRANA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
O futebol brasileiro iniciou a atual edição da Libertadores com cinco equipes, sendo que três delas (Corinthians, Grêmio e Palmeiras) já disseram adeus à competição.
Sobreviveram em busca do título (que nossos clubes não alcançam desde 2013), Atlético Mineiro e São Paulo.
De um lado, justamente o último clube “brazuca” que ergueu o caneco mais cobiçado do continente: o Galo, campeão em 2013. Do outro, um “bicho papão” em competições internacionais: o Tricolor do Morumbi, Tri da Libertadores e Mundial.
Duas equipes que trilharam caminhos opostos pra chegar nessa fase de quartas de final, onde se encontrariam. O Atlético passou sem sustos pela fase de grupos, com 13 pontos e a 4ª melhor campanha no geral. Já o São Paulo viveu momentos de terror em busca da vaga. Depois de resultados catastróficos, como a derrota no Pacaembu para o The Strongest e o empate na Venezuela contra o fraco Trujillanos, parecia que a vexatória eliminação na fase de grupos aconteceria. Mas eis que o gigante acordou: goleada sobre o Trujillanos e uma importante e marcante vitória sobre o River Plate no Morumbi. Faltava então 1 pontinho na tão famosa altitude de La Paz para que a vaga fosse garantida. E foi ali que o Tricolor mostrou algo que a torcida cobrava e muito: raça. Em um jogo maluco, no qual Denis foi expulso e o zagueiro Maicon defendeu a baliza nos acréscimos, o ponto que faltava foi conquistado.
Nas oitavas de final, Atlético e São Paulo viveram situações diferentes. O Galo teve que suar sangue e mostrar toda sua força no “Horto” pra passar pelo perigoso Racing. Já o São Paulo, até então desacreditado, visto com desconfiança pela torcida e mídia, simplesmente atropelou o Toluca no Morumbi e depois fez uma partida protocolar no México.
Antes do começo do duelo nas quartas, o Galo ainda sofreu um duro e improvável golpe, perdendo o título estadual para o América.
Então chegou o primeiro jogo no Morumbi, e o que se viu foi uma batalha de nervos, jogadas violentas e pouco futebol. Mas na bola parada, o São Paulo fez o dever de casa, venceu por 1×0 (gol de Michel Bastos) e garantiu a vantagem no confronto, a ser decidido em Belo Horizonte.
E agora? Todos nós sabemos da mística que envolve os jogos do Galo no “Horto”. O saudoso Juvenal Juvêncio já definiu o Estádio Independência como uma verdadeira “arapuca” para os visitantes.
Ocorre que o visitante da vez também enverga uma camisa pesada, com muita história nessa competição.
O Galo tem desfalques (Rafael Carioca , Junior Urso e talvez Robinho), mas conta com a volta de Dátolo e Carlos. O São Paulo, por sua vez, nunca se sabe como será escalado, já que o técnico Edgardo Bauza costuma alternar a equipe conforme o adversário, o fator campo e/ou a altitude, o que, particularmente, acho muito inteligente.
É meus amigos, as noites de quarta-feira costumam ser especiais quando se trata de Libertadores. Certamente com dois gigantes envolvidos, em um Estádio com uma arquitetura que facilita o calor humano das arquibancadas, essa será uma quarta-feira mais do que especial, será inesquecível.
Opinião:
Qualquer aposta em um jogo desse nível é apenas uma questão de palpitar mesmo, algo que nós, apaixonados por futebol, gostamos de fazer. Acredito que a volúpia e o ritmo de jogo que o Galo costuma imprimir no “Horto” façam a diferença. O São Paulo tem sérias dificuldades em jogar fora de casa, pois conta com jogadores extremamente técnicos, mas avessos à marcação e à dedicação defensiva. Aposto que o Atlético, empurrado por sua torcida, passa de fase.
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