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Com eliminação para a Ponte nas quartas do Paulista, tendência é que pressão e histeria da torcida para a saída de Dorival Júnior aumentem
Personalidade, convicção e visão macro dos fatos. Eis as três qualidades que o presidente do Santos Modesto Roma deverá ter para bancar a permanência de Dorival Júnior no comando técnico do time.
E ele parece estar fazendo bem a lição de casa: ontem à noite, após a eliminação nos pênaltis para a Macaca, Modesto teria dito que “não se faz um time campeão com técnico pingue-pongue”.
Ufa.
Mal comparando, Tite foi mantido no Corinthians após ser eliminado pelo Tolima em uma fase pré-Libertadores (!), pois havia a percepção de um bom trabalho sendo feito.
Já escrevi inúmeras vezes o quanto Dorival faz bem para o Santos. Com ele, o time sempre está nas cabeças, ora sendo campeão, ora fazendo boas campanhas. E que a tendência é de que algo grande seja conquistado, quem sabe até na corrente Libertadores, na qual o Peixe é líder de seu grupo.
O problema é que para muito torcedor ou o time é campeão, ou então o trabalho não foi bem feito. De modo que fica difícil qualquer discussão em alto nível.
No entanto, é fato que Dorival precisa estar atento ao que (não) acontece com o time em 2017. O jogo não está fluindo como de costume, Ricardo Oliveira está comprometendo no comando de ataque (é preciso buscar alternativas no mercado), e David Braz não possui nível técnico para atuar em time grande, em que pese toda a sua força de vontade. Zeca é outro problema a ser solucionado, quem sabe até com uma venda, que poderia ser boa para todos os envolvidos.
De qualquer forma, não acredito em imediatismos e penso que Dorival ainda é sim o melhor nome para continuar comandando o Santos, vide o protagonismo do clube nas últimas temporadas.
E segue o jogo.
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