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Neste final de semana, enquanto ocorriam as eleições municipais por todo o Brasil, a Conmebol oficializou sua esperada reforma na Libertadores e, de quebra, cedeu duas novas vagas para o futebol brasileiro. O aumento das vagas na competição continental apimenta a briga por um lugar na competição, que parecia já ter seus integrantes definidos com Palmeiras, Flamengo, Atlético-MG e Santos.
Embora o novo G6 gere, incontestavelmente, maior ganho ao futebol brasileiro, deve acabar também proporcionando gostinhos de fracasso naqueles times que, ainda assim, não conseguirem se classificar. Imagina a crise!
Enquanto G4, era fácil ficar fora da Libertadores e justificar que, infelizmente, só há lugar para um terço dos chamados clubes grandes. Mas agora, a muleta ficou menor. Ou a torcida de times expressivos como São Paulo, Corinthians, Grêmio, Inter, Cruzeiro vão aceitar que o time fique fora da competição, mesmo havendo sete vagas (tem a Copa do Brasil)? Para não se classificar, agora, só sendo time de meio de tabela pra baixo. Isso mesmo, não é mais necessário ser time de topo, basta fazer um campeonato equilibrado com razoabilidade e emplacar alguns resultados mais importantes.
Apenas por comparação, o superdisputado campeonato inglês, com seus inúmeros times grandes (sem falar em pequenos como o Leicester, que possam aprontar), tem apenas quatro vagas para a Champions. A Espanha e a Alemanha, idem. Os tetracampeões da Itália, nem isso, três.
Aqui, serão SEIS. Mais a da Copa do Brasil!
Será difícil imaginar passividade nas torcida que terminarem o campeonato fora da zona de classificação. Para um time grande, ficar entre os primeiros sempre foi obrigação, mas agora essa responsabilidade ficou ainda mais pesada.
Enfim, de forma curta e grossa, as chances de vitória ficaram bem maiores. Tão grandes como as de fracasso.