
Créditos da imagem: Estadão
Antes de adentrar aos pormenores da minha análise, penso ser interessante, desde já, registrar a minha opinião a respeito dessas duas grandes personalidades “gringas” que atuam no futebol brasileiro. Utilizarei uma única palavra para sintetizar o meu pensamento a respeito de cada jogador:
Valdívia = Problema
Guerrero = Solução
Explico:
Valdívia: Sem intenção de criar polêmica e menos ainda de chatear os torcedores que o tomam como ídolo, entendo que o Palmeiras, já há algum tempo, vem sendo vítima daquele que deveria ser o seu grande “craque”. Com salário astronômico, o jogador chileno não aparenta ter a disciplina necessária à profissão, faz questão de entrar em polêmicas, o que, de maneira doentia, parece alimentar o seu ego e acaba por contaminar o clima no clube. Quanto às seguidas contusões (impressiona como para a seleção de seu país ele costuma estar 100%), ainda que tentando pressupor uma boa-fé do homem Valdívia, penso que o clube deve ponderar o risco de arcar com os custos de um atleta caro e que muito possivelmente lhe terá pouca utilidade. Caso entenda pela renovação, que o Palmeiras considere um contrato de produtividade, como os feitos pelo ex-jogador Pedrinho durante a sua carreira (este reconhecidamente um profissional sério por quem é do meio), que padeceu do mesmo mal de “Jorgito”, pois tinha um físico um tanto frágil, e que, de maneira honrosa, apenas era remunerado quando jogava. Por mais que envolva paixão – e isso deve ser respeitado –, o futebol é um negócio e deve ser tratado como tal. Se pudesse (de maneira pretensiosa, eu sei) aconselhar o Presidente Paulo Nobre, diria a ele que aproveitasse a nova fase do clube (com recursos, e bons nomes para o meio de campo, como Arouca, Robinho, Cleiton Xavier, Gabriel e até o Zé Roberto, que com a chegada do Egídio passa a ser opção também para a meia) e virasse a página da pouco rentável passagem do “Mago” (?) Valdívia pelo Palmeiras.
Guerrero: Ao contrário de Valdívia, o peruano tem falado pouco e jogado muito. Autor do gol mais importante da história do Corinthians (final do Mundial contra o Chelsea), é ídolo e, de maneira justa, vê como a maior oportunidade profissional de sua carreira a renovação contratual com sua equipe. Pelo que consta, os valores pedidos por seus empresários seriam impagáveis. Caso consiga reduzir a pedida, que inevitavelmente será “gorda”, pois o atleta tem mercado até em equipes internacionais, o Corinthians poderá utilizar-se da criatividade para que o jogador “se pague”, seja através de patrocínios pontuais ou pela venda de produtos vinculados à imagem do atleta, mais ou menos como o Santos fazia quando tinha Neymar (sem querer comparar o poder midiático de cada um). Mas, se ainda assim julgar que a renovação poderá agravar a sua saúde financeira, como já escrevi em outra coluna do site (Gigante Flamengo) – oportunidade em que elogiei a nova política de austeridade da equipe carioca -, que o Corinthians agradeça ao atleta – genuinamente, sem rancor ou qualquer ponta de ironia – pelos serviços prestados e que cada um siga o seu rumo.
E segue o jogo.