
Créditos da imagem: Reprodução/PSG
Nesta terça-feira começa mais um espetáculo da Terra. A UEFA Champions League tem seu pontapé inicial dentro das quatro linhas em um cenário jamais visto, com gigantes a serem combatidos por bilhões e bilhões de cifras de dólares.
Dentro das quatro linhas, porque fora dela o campeonato já começou. O mercado de transferência foi implacável com a grande maioria dos times. Inflacionado, rompeu barreiras e permitiu a novos times sonharem enfim com a “Orelhuda”.
Foram quase dois bilhões e meio de euros em transferências. Valores que tornam a UEFA Champions League 2017-18 a mais milionária e improvável de toda a história Pela primeira vez o poderio dos novos ricos ameaça de frente a grandeza de clubes consagrados. A saída de Neymar do Barcelona para o PSG pode ser visto como a prévia da tônica de todo o torneio desta temporada, com clubes do segundo escalão batendo de frente e muitas vezes superando a quase imbatível – dentro e fora de campo – dupla espanhola.
É a Nova Era. A era dos bilhões de dólares, que começa a afetar dentro de campo o que se faz fora dele. É a era em que uma janela de transferências te coloca de vez na briga por títulos ou te tira, sem dor nem piedade, de qualquer disputa.
O trono do Real Madrid, atual bicampeão, é posto em xeque pelos xeques árabes. É a chance mais clara de os petrodólares escurecerem símbolos tradicionais, desenharem novos campeões e criarem novos paradigmas.
Também passa a ser a Champions da UEFA e de seu Fair Play Financeiro, por enquanto mais indicado para estampar do que para se fazer cumprir.
Tudo isso entra em jogo já nesta semana, como os novos milionários de Manchester, de Paris e de Londres competindo de frente com os tradicionalíssimos clubes espanhóis e italianos.
Promessa de jogões a temporada toda, agora é só pagar para vê-la (e pra vencê-la), pois a nova era dos bilhões já está para começar.