
Créditos da imagem: Martin Bernetti / AFP
O Flamengo tem uma nova estrela. Contratado a peso de Euro pelo Real Madrid no ano passado, o jovem Vinícius Júnior começa a encantar nessa temporada, a ponto de assumir o protagonismo rubro-negro e de tornar plausível a questão: é possível imaginá-lo na Copa da Rússia, em junho?
Sabemos certamente que há uma vaga aberta no ataque e que Tite, neste momento, indica como seu grande favorito Taison, há seis meses sem balançar as redes por seu clube na Europa, o Shakhtar Donetsk.
É claro que é cedo para cravar o menino Vinícius como uma futura grande estrela do futebol mundial, mas seu futebol e sua personalidade chamam a atenção. Da mesma forma que o clamor popular levantou a bola -ignorada por Dunga- para que Neymar fosse chamado em 2010, está neste momento no alto a bola para que Tite dê uma chance para o garoto.
O futebol é cheio de superstições e não pretendo fugir delas. Guardadas as devidas proporções, em 1958 Pelé era um garoto, que por circunstâncias inclusive começou o Mundial da Suécia no banco de reservas. Em 1994, um Fenômeno já surgia no Brasil e Parreira soube levá-lo para Copa, como soube Felipão em 2002 ao chamar o jovem talento do então são-paulino Kaká.
Ronaldo e Kaká se tornaram gigantes. Quanto a Pelé….
Não há dúvidas do talento de Vinícius Júnior e não há ninguém nem entre os atuais convocados nem entre os não-convocados tão gabaritado assim para assumir esta última figurinha no álbum do ataque brasileiro, cujas vagas restantes já foram preenchidas por Neymar, Firmino e Jesus. Willian e Coutinho irão como meias, e Douglas Costa jamais rendeu o que dele se espera com a camisa canarinha.
Taison? Vá lá, só na cabeça de Tite.
Historicamente, as escolhas do treinador brasileiro pesam mais à experiência do que à juventude, tendo Gabriel Jesus como exceção rara, muito por conta da atuação do atacante num jogo contra o Corinthians, ainda quando defendia as cores do Palmeiras.
Mas Jesus já foi exemplo suficiente pra mostrar ao gaúcho como a juventude pode fazer bem à Seleção.
Não seria bom ver o menino em campo, entrando como fez contra o Emelec, definindo o jogo e classificação para o Brasil? A irresponsabilidade de Neymar fez falta em 2010.
Será que a de Vinícius Júnior também fará?