
Créditos da imagem: torcedores.com
Cada vez mais espremido no calendário, a bola começa a rolar no Campeonato Paulista, mantendo a velha indagação, sempre presente nesses momentos: quem sairá campeão?
O Santos, grande papão de canecos, que assim se tornaria tri, como nos velhos tempos de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe? Tri, que não deixaram ser tetra? (60/1/2 e 67/8/9)
Ou será novamente a vez do Palmeiras, embalado pela conquista do Brasileiro do ano passado, sabendo controlar os nervos e superar a ausência do técnico Cuca, para tantos o maior responsável pelo fim do longo jejum de título?
Quem sabe se não dará o Corinthians, remodelado, sem Tite no banco, cheio de problemas?
Ou valerá arriscar no São Paulo, acreditando num sucesso rápido de Rogério Ceni como técnico, impondo ao time, em formação, sem estrelas, seu método de trabalho, traduzido por seriedade?
Ou, melhor ainda, será mais uma vez a hora de um time do interior, repetindo o Bragantino de 90, Inter de Limeira de 86, ou Ituano de 2014?
Sou fã dos regionais, especialmente o Paulista, em que demora décadas para que apareça um intruso, ao contrário do mineiro, do gaúcho, do paranaense. E não entendo porque lutam tanto para acabar com eles, usando argumentos falhos e falsos.
Mil vezes a rivalidade regional – antes, entre torcedores amigos, durante, no campo, e depois.
Não troco um Corinthians x Palmeiras, um Santos x São Paulo, por qualquer pega entre estes e times cariocas, gaúchos etc. Lamento a má vontade de parte da imprensa, que prega esticar o Brasileiro, com jogos apenas aos domingos, como se tivéssemos aqui times de qualidade em quantidade para escalar mais alguns. E como se no resto do mundo fosse assim.
E desprezo os dirigentes que olham o regional como torneio de segunda linha, passando essa ideia aos técnicos e, pior, permitindo que os jogadores pensem da mesma forma.
Não bastasse muitos deles julgarem que ganham belas somas apenas para cumprir os horários de treinos e jogos, sem o menor compromisso com vitórias e conquistas.