
Créditos da imagem: FIFA
Vir ao Brasil, sendo jornalista esportivo, e não tentar entrevistar Pelé, pelo menos há alguns anos…
Ir à Holanda e não tentar falar com Cruyff…
Ir ao Uruguai e não procurar falar com Odbulio Varella…
Ir a Los Angeles e não buscar visitar a Fundação mantida por Sugar Ray Robinson…
Ir a Moscou e não tentar entrevistar Lev Yashin… Era como ir a Roma e não visitar a Capela Sistina e ver o Papa. Em 80, durante os Jogos Olímpicos de Moscou, conversei por quase uma hora com Yashin, o Aranha Negra, homenageado, com toda justiça, pelos organizadores da Copa de 2018, com sua imagem no cartaz oficial da competição. Um papo combinado para 20 minutos que foi se esticando, a pedido dele, porque eu “queria saber da sua vida como cidadão, pai de família, de como transmitia para a filha, sentada em seu colo, numa cadeira de balanço, as emoções que vivia em outros países, mostrando a ela troféus, postais, presentes recebidos, o significado de cada um, e não sobre suas defesas, apenas sobre o jogo da bola”. Meu trabalho não foi publicado na época, acredito que por falta de espaço na revista.