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Discurso convenientemente ajustável?
Na Copa passada, tipos assertivos como Mauro Cezar Pereira decretaram que o 7×1 da Alemanha contra o Brasil vinha amadurecendo há muito tempo e todo aquele blá-blá-blá (insuportavelmente) politicamente correto.
E não é que ele fez o mesmo agora, por ocasião da segunda rodada da Copa da Rússia: tratou a Argentina como eliminada e afirmou que Messi não tinha como atuar bem pelos hermanos, “diante de toda bagunça armada pela AFA”.
Pois bem. A Argentina se classificou contra a Nigéria e Messi – como não costuma fazer pela seleção de seu país – jogou muita bola!
Xiiiiiiiiiiii…
Mais: é sabido que a Seleção Brasileira é recordista de títulos conquistados – cinco – sem nunca ter podido contar com uma Confederação séria, que atuasse em prol do crescimento do nosso futebol (obviamente algo a se lamentar, mas não é essa a questão. Que não coloquem capciosamente palavras no meu texto como “então aqui está tudo às mil maravilhas etc e tal”, hein?!).
E agora, o que dirão os “teóricos da conveniência” sobre a queda da toda-poderosa seleção alemã na primeira fase da Copa do Mundo?
Como bem escreveu o amigo André Falavigna, “agora podem todos ir à Alemanha e reformar o futebol deles em todos os aspectos, de cima à baixo, a estrutura, a base, a organização, o caráter, a respeitabilidade civil dos jogadores, o senso estético deles, as roupas, os cabelos e as passagens aéreas; eles podem ir lá e consertar tudo”.
Dica 1: não confunda alho com bugalho;
Dica 2: o futebol é mais simples do que parece;
Dica 3: shit happens.
E segue o jogo.