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A convocação de Fernando Prass para o time que disputará os Jogos Rio 2016 se justifica por dois motivos: é o melhor goleiro brasileiro na atualidade e demonstra estar em um momento muito bom de vida e de carreira, o que o recomenda como liderança positiva para a meninada que tentará ganhar a inédita medalha de ouro olímpica. É um alívio receber a notícia de que a comissão técnica fez o óbvio.
Parece que a primeira opção seria trazer o zagueiro Thiago Silva, mas o PSG teria negado a liberação do jogador. Levar Prass foi a constatação do óbvio. Como goleiro, ele tem bagagem para orientar uma zaga de qualidade, que, para ajudar, tem no precoce Marquinhos um menino Sub-23 com boa experiência no futebol internacional, inclusive na seleção.
O goleiro palmeirense tem feito por merecer essa oportunidade. E arrisco dizer que, se tudo correr bem, pode ser seu passaporte para as Eliminatórias, e quem sabe a Copa. Talento, ele tem. Inspirado, vira uma muralha. Tem idade, mas se cuida bem. E tem a experiência e frieza que nenhuma das atuais opções no país oferece.
Depois que Dunga queimou Jefferson, por motivos que pareciam muito mais sérios e evidentes para o ex-técnico do que para nós, nenhum outro nome transmitiu firmeza na meta da seleção. E foram várias as tentativas. Dentro do quadro atual, parece-me bem lógico que as apostas recaiam sobre os mais experientes e testados, como Prass, Jefferson e o eterno esquecido Fábio, do Cruzeiro.
No momento, o palmeirense está melhor. Mas nada impede que ele possa, junto de Fábio e Jefferson, disputar a posição dentro de um trio experiente nas Eliminatórias.