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No Ângulo | Futebol é preciso

Rueda no Flamengo e a obsessão dos brasileiros por técnicos estrangeiros

14/08/2017

Créditos da imagem: Conmebol

A imprensa brasileira gosta de fazer apologia a técnico estrangeiro.

Alguns até defendem que um gringo assuma a Seleção Brasileira.

Seria inédito por aqui, como seria para a Argentina, Alemanha e Itália, seleções que, salvo engano, nunca foram dirigidas por alguém de fora.

Estou comentando isso porque o colombiano Reinaldo Rueda chega no Flamengo para “ensinar” (e eu diria também para aprender). É uma novidade com 60 anos de idade, o que, para muitos coleguinhas, já o tornaria superado no Brasil.

É bom treinador? Fez ótimo trabalho no Atlético Nacional, mas com o Equador, por exemplo, não passou da primeira fase da Copa do Mundo de 2014. Ah, me disseram: “ele tem um bom currículo”. Tem? É o último campeão da Libertadores com o Nacional, ganhou Recopa Sul-Americana e um campeonato colombiano. Se compararmos com Cuca, que tem Brasileiro e Libertadores, é igual. Perde para Muricy Ramalho, que é tri brasileiro e ganhou Libertadores. Com Abel Braga, também perde: Brasileiro, Libertadores e Mundial. Com o currículo de Tite, então, não passa nem perto.

É, mas ele estudou na Alemanha. Verdade, mas não me consta que ganhe de todo mundo de 7×1. Não estou criticando, mas quando os números vão para a mesa não é a mesma história. Acho bom treinador chegando na hora errada. Se aguentar até dezembro para iniciar trabalho no ano que vem, pode dar certo. É um estudioso igual Parreira, nunca jogou futebol profissional, o que não o diminui. É inteligente. Seu auxiliar mais próximo será Redin, este sim grande jogador, que fez história no futebol colombiano. Era ídolo de Fredy Rincón.

Boa sorte a Rueda e seus cabelos brancos.