
Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo
Todo torcedor sabe que entre os mais duros desafios do Campeonato Brasileiro está o de sobreviver à janela das transferências internacionais do meio do ano. Os meses de julho e agosto são vitais para as pretensões dos clubes. É o período em que o mundo vem às compras dos nossos mirrados craques. Um fator que pode determinar o fim de boas fases e provocar grandes reviravoltas.
O Corinthians, por exemplo, é a grande surpresa deste primeiro turno. Faz a melhor campanha dos pontos corridos, com 40 em dezesseis jogos. É tido como o mais acertado taticamente, com um conjunto unido e disciplinado às ordens do promissor Fabio Carille. Mas o que poderá acontecer se os gringos levarem Arana, Balbuena e até mesmo Rodriguinho? A diretoria parece estar se defendendo para manter o time pelo menos até dezembro. Mas a força da grana….
Até mesmo o Palmeiras, que tem o cofre mais cheio da competição, é obrigado a se defender do assédio sobre Dudu, seu principal jogador. O Grêmio – vivo em três frentes – está aflito para não perder Luan. O São Paulo abriu a porteira faz tempo. Perdeu tantos jogadores que serve até de desculpas para os defensores do demitido técnico Rogério Ceni.
Uns mais outros menos, todos os times da Série A têm seu temor (ou esperança, dependendo do caso) de perder um grande talento.
Nos casos de países com economias pouco competitivas, como a nossa, o ideal seria se adaptar ao calendário do predador, o mercado comprador internacional. Nas atuais formas de disputas, de janeiro a dezembro, é quase impossível que equipes que revelem bons jogadores e façam sucesso regionalmente consigam começar e terminar a temporada com o mesmo time. O que influi no Brasileiro, Copa do Brasil, Sul-Americana e Libertadores.
Claro que a janela também se abre no começo do ano. Mas, com as competições europeias em pleno andamento, seria mais fácil negociar a saída dos craques para o período de férias deles, quando é normal se preparar o elenco completo para a temporada que vai iniciar.
A discussão é velha, assim como o nosso problema. Um dia, teremos que solucionar isso.