
Créditos da imagem: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Já na nona rodada, em 21 de junho, após a derrota por 1 a 0 para o Atlético Paranaense, o São Paulo ficou apenas um ponto acima zona de rebaixamento. Na 11ª rodada, 2 de julho, batido pelo Flamengo por 2 x 0, o Tricolor do Morumbi entrou no Z4 e viu a queda de seu então (e novato) treinador, Rogério Ceni.
Desde então, vejo quase todos (e eu me incluo) dizerem em uníssono que “logo o São Paulo sai desta situação”.
Primeiro a esperança era depositada na chegada do experiente e competente Dorival, substituindo um suposto “treinador quase amador”. Resultado: apenas uma vitória nas quatro primeiras partidas no comando da equipe.
Até que na 17ª rodada, em 29 de julho, na estreia de Marcos Guilherme e, principalmente, do Profeta Hernanes, finalmente veio o alívio: vitória épica sobre o Botafogo, de virada, em pleno Engenhão, com direito a três gols dos estreantes. Ali, todos tiveram a certeza de que, enfim, o Time da Fé engrenaria e deixaria aquele lugar da classificação que “simplesmente não lhe pertence”.
E o que aconteceu depois disso? Três derrotas, uma vitória e um empate. Quatro pontos de quinze disputados, aproveitamento de 27%, igual ao obtido em todo o campeonato, até aqui, pelo lanterna Atlético Goianiense.
É justamente essa sensação de que a ameaça de cair não é séria, que faz com que o fantasma do rebaixamento seja seríssimo pelos lados do Morumbi. A ideia de que, como por mágica, em algum momento tudo simplesmente “voltará ao normal” e fará com que o São Paulo volte ao “seu lugar de direito”. Além do mais, o elenco tem nomes badalados como Rodrigo Caio, Jucilei, Cueva, Hernanes e Lucas Pratto. Fora que o treinador é um dos bons do país. “Não é para cair”.
Bom, não vou nem entrar no mérito de que alguns desses, como Cueva, Jucilei e Rodrigo Caio, simplesmente parecem não conseguir mais jogar bem. Mas e o resto? Alguém vê nos demais jogadores qualidade ou história que sejam muito diferentes das dos times que lutam com o tricolor pela permanência na Série A? Eu não.
Já se vai quase um turno de sufoco, o time consegue dar um jeito de perder até quando joga bem, e não consigo sentir no grupo o preparo para lidar com a adversidade e passar a vencer nem que seja na marra.
O único consolo são-paulino até aqui tem sido a torcida. Quando menos se esperava, ela passou a lotar o gigantesco Morumbi e se fazer fortemente presente até em treinos. Tem muita torcida com bem mais fama que não fez tanto em momentos parecidos.
Porque fora isso…