

Peres e o Templo do Futebol
Certamente, alguns estádios brigam para ostentar o titulo de maior, mais confortável ou mais moderno do mundo, mas Urbano Caldeira oferece algo muito maior e que o dinheiro não pode comprar: história.
Muito mais do que ferro, areia e cimento, a Vila Belmiro tem alma.
Você certamente não era nascido, e grandes craques já desfilavam em seu gramado.
A Vila era o local onde os jogadores podiam brilhar ainda mais.
Um estádio que talvez não tenha a capacidade, o conforto e a modernidade necessária, mas que possui uma história que vai muito além do concreto.

Sim, é preciso mudar, dar conforto ao novo tipo de público que frequenta um estádio de futebol e até mesmo atender aos interesses financeiros de patrocinadores.
Porém, renegar a história de um estádio que marcou uma era no futebol mundial tratando-o como “puxadinho” é uma afronta à memória do próprio futebol.
Seria mais importante que soluções fossem apresentadas.

O “puxadinho” pode desaparecer para dar origem a uma nova “Vila Belmiro”, mas sua mística nem mesmo a modernidade irá acabar.
*O presidente do Santos José Carlos Peres em recente entrevista afirmou: “A Vila Belmiro é um estádio puxadinho. Eu vou para a Vila Belmiro e fico angustiado. Não consigo mudar. É com o tempo. E não temos dinheiro. Eu quero pedir um sacrifício de irem para o estádio e me darem um pouco de renda para darmos o que estão pedindo. Eu sempre reclamo disso. Eu vivo reclamando e demandando”, completou.
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