
Créditos da imagem: Revista El Gráfico
Em entrevista à Folha, César Luis Menotti, técnico campeão do mundo pela Argentina em 1978, foi claro: “Pelé é o maior de todos. O que ele fez como jogador não é desse mundo. Ele era o maior em uma época de jogadores espetaculares e ainda foi o grande nome do Brasil em 1970, na melhor equipe que vi jogar”. Não é uma opinião a se desprezar.
Menotti, mesmo tendo sido campeão em uma Copa cercada de suspeitas, é um nome marcado na história do futebol. Sua figura esguia, que fumava sem parar no banco de reservas durante os jogos, ficou conhecido por ter montado uma Argentina muito eficiente e talentosa. Teve, em 1978, seu momento Dunga, ao não levar para a Copa o menino Maradona, de 17 anos, artilheiro do Campeonato Argentino. Dizem que foi uma decisão dos dirigentes argentinos, que preferiam Norberto Alonso.
Mas é uma voz de respeito, que reafirma o que já disse aqui neste espaço. Tenho restrições a comportamentos do cidadão Edson Arantes do Nascimento, mas não posso negar que Pelé foi o melhor jogador que vi em atividade -creiam, vi três jogos dele no estádio e muitos outros pela TV.
Sempre que um Rei do esporte se aposenta, procura-se desesperadamente um substituto. Nos anos 70, foi pior. Cláudio Adão, Eusébio e outros menos conhecidos foram eleitos precocemente herdeiros de Pelé. Nunca chegaram perto. No resto do mundo, também houve várias tentativas de identificar o novo fenômeno à altura dele. Em vão.
Hoje, Messi e Cristiano Ronaldo são erguidos à condição de melhores da história. Poupem-nos. Os que defendem essa ideia deveriam ter visto Cruyff, George Best e Beckenbauer, pelo menos, para refazerem seus conceitos.
Essa discussão será eterna, e aumentada a cada surgimento de um grande craque. E vai sempre colocar em lados opostos os que têm idade para fazer comparações e os que estão chegando agora. Como veterano, tenho o direito de dizer: Pelé é o único Rei!