
Créditos da imagem: Gustavo Granata / Agif / Folhapress
Enfim, o fim. Quase quatro anos depois, acaba uma das novelas de maior ibope dos últimos tempos no futebol brasileiro: Alexandre Pato não é mais do Corinthians. O rombo é enorme: prejuízo de mais de R$ 62 milhões, que coloca o negócio como o maior fiasco da história do nosso futebol. Mas quem poderia imaginar que seria assim?
Vamos recordar. Pato foi contratado com pompa de estrela; o astro que faltava – se é que faltava – para um time que acabara de conquistar o mundo. Pato era, até então, uma aposta de risco, mas que dava ao Corinthians a chance de se firmar no cenário internacional. Entretanto, Pato afundou. Nunca teve a marca que a Fiel espera e ainda ficou marcado por sua displicência com a camisa alvinegra, além de suas constantes declarações anti-corintianas enquanto vestia a camisa do São Paulo. Contava com a antipatia da antiga comissão técnica e, principalmente, da diretoria do clube, que dizia “rezar diariamente” para se livrar do jogador.
Enquanto o Corinthians não conseguia a sua venda, Pato parecia fazer questão de se indispor ainda mais com a torcida e demonstrava que o “Problema Pato” era apenas da diretoria corintiana, mas não dele. Será mesmo?
Então vamos abrir os olhos. Comparemos o Pato do início de 2013 ao de hoje. Agora ele foi vendido por um valor pífio de R$ 10 milhões. Comprado por R$ 40 milhões, o jogador teve uma desvalorização de – pasmém – 75%. Na total contramão de verdadeiros craques, que chegam ao ápice na idade entre os 23 a 27 ou 28 anos, Pato decaiu e passou a ser bem quisto apenas no “mundo da China”. De futuro craque da Seleção Brasileira, é visto como mimado, capaz de fazer biquinho – de pato – e de causar atritos com a diretoria do clube em que tiver contrato, caso sua vontade não seja feita. Pato, na verdade, é um pepino.
O Pato de 2013, que sofria com desconfiança apenas em seu potencial físico, mas que ganhava holofotes pela técnica elevada, esvaeceu-se. Hoje, Alexander, além de não ter conseguido demonstrar ao Chelsea a que veio, serve apenas para vestir a camisa do Villareal, clube que até outro dia estava na segunda divisão espanhola. Sem contar que atuou apenas regularmente no fraco futebol brasileiro e se vai sem deixar saudade.
Então, agora, Pato é passado para o Corinthians. Mas e para Pato? Para Pato, Pato é um enorme problema. É a falta de vontade de jogar bola; é a desmotivação em vestir uma camisa menor do que ele já foi capaz de vestir um dia na Europa; é a vontade de ser pop star em vez de jogador de futebol; é a desconfiança alheia por onde passar.
Agora, Pato é problema apenas de Pato.