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No Ângulo | Futebol é preciso

Palmeiras é campeão e resgata o orgulho do seu torcedor. Já o Santos…

03/12/2015

Créditos da imagem: UOL

A final da Copa do Brasil foi equilibrada, com vitória dos mandantes nos dois jogos e decisão nos pênaltis. E termina com o Palmeiras levantando o caneco.

Se durante a temporada o Santos foi mais time e entrou como favorito na final, o Palmeiras teve o mérito de manter a cabeça no lugar após uma primeira partida ruim, humildade para marcar os principais jogadores adversários na partida da volta (e aqui vale uma menção honrosa para o menino Matheus Sales, que foi muito bem no duelo contra o cerebral Lucas Lima) e conquistou um título fundamental para a sequência do trabalho iniciado no começo do ano.

Outros destaques da conquista: o mais óbvio de todos, Fernando Prass, que defendeu um pênalti e converteu o dele (o do título), além de ter sido decisivo na Vila Belmiro; Dudu, que teve estrela e fez os dois gols; Lucas Barrios, que jogou muito bem a final e foi determinante para o resultado; e o técnico Marcelo Oliveira, que, se ainda não conseguiu definir um padrão tático para a sua equipe (e não conseguiu mesmo), soube passar tranquilidade aos seus comandados, o que claramente foi refletido no campo. Sóbrio e conhecedor de futebol que é, imagino que ele próprio tenha consciência de que precisa melhorar para o ano que vem. E acredito que assim será. Tem crédito. Ainda mais agora.

O título da Copa do Brasil, além de sua importância por si só, deverá representar uma maior tranquilidade para os envolvidos no projeto dessa nova fase palmeirense, de alto investimento no futebol, no aumento do número de sócios-torcedores, um estádio de primeiro nível etc. Ele acaba por “positivar” toda a temporada do Alviverde e garante a participação do clube na Libertadores do ano que vem, torneio muito rentável por toda sua exposição e representatividade.

Libertadores, aliás, que não contará com o Santos em 2016, um castigo pesado para a equipe que, por tudo que fez na temporada, merecia uma melhor sorte e ter garantido a sua participação na competição mais importante do nosso continente.

Agora é juntar os cacos e tentar manter o elenco para o ano que vem, pois o time é qualificado e promissor. E com caráter, pois foi além do que se podia prever quando o presidente Modesto Roma assumiu.

O fato é que Palmeiras e Santos saem mais fortes de 2015 do que entraram.

E segue o jogo.