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No Ângulo | Futebol é preciso

Ousadia, qualidade dos campeões. Mas há sempre o risco…

02/02/2017

Créditos da imagem: torcedores.com

Análise: Em busca da Libertadores, Palmeiras ousa em 2017. Grêmio foi ousado em 2016 e se deu bem na Copa do Brasil

Outubro de 2016: Grêmio, então no “G6” do Brasileirão, pegou o Santos na Vila com os reservas entre os duelos com o Palmeiras pela Copa do Brasil. O resultado dessa coragem (afinal, abrir mão do Campeonato Brasileiro àquela altura e apostar todas as fichas na Copa do Brasil não foi pouca coisa, principalmente quando se tinha o Santos de 2015 como exemplo mal-sucedido de opção bastante similar) foi a certeza de que o risco valeu a pena. Mais um título para o Grêmio, que também demonstrou personalidade ao trocar o bem cotado Roger pelo falastrão Renato Gaúcho para comandar a equipe.

Início de 2017: o campeão brasileiro Palmeiras perdeu Cuca e optou pelo promissor Eduardo Baptista (de quem tenho boa impressão) como seu substituto. Ainda, após perder Gabriel Jesus, contratou o excelente venezuelano Guerra (meia de criação que faltava no elenco e que liderou o Atlético Nacional na última Libertadores, da qual foi eleito o melhor jogador) e resolveu apostar em Felipe Melo e Michel Bastos (jogadores experientes e muito bons tecnicamente). Se por um lado o time ganha em “casca”, algo importante em torneios internacionais (vale lembrar que no ano passado o clube caiu logo na primeira fase da Libertadores), perde no quesito entrosamento. Veja: como será que Moisés, na minha opinião o jogador mais determinante para a conquista do último Brasileirão, vai se comportar atuando ao lado de Guerra e Felipe Melo? E Dudu, voltará a ser atacante? Logo ele, que parecia ter se encontrado como “quarto homem”? Ou seja, o Palmeiras “desmontou” o seu meio de campo que vinha dando muito certo em busca do famoso “algo a mais”. Claro, talento nunca é demais. Com um elenco cada vez mais forte (Keno, revelação do Santa Cruz que jogou muita bola em 2016, também foi contratado e acredito que Willian será um bom substituto para Jesus) o Palmeiras tem tudo para ter um 2017 ainda melhor.

Mas há sempre o risco…

E segue o jogo.

Leia também: Bem-vindo, Felipe Melo, o “marrento”. Abaixo as bajulações!