
Créditos da imagem: boqnews.com
Vá, Osorio!
Vá realizar o grande sonho (!) de treinar a seleção do México.
Deixe o São Paulo de elenco questionável, dos “medianos” Rogério Ceni, Rodrigo Caio, Ganso, Michel Bastos, Pato, Luís Fabiano, Alan Kardec e outros (e a quatro jogos de possivelmente ganhar um título inédito), e vá ser feliz degustando uma boa tequila.
Pois até aqui, do pouco que pude acompanhar do seu trabalho, só vi “poses” e bravatas. Além de desconhecimento do futebol e cultura locais. Explico: no Brasil, local que o senhor topou trabalhar, (infelizmente) ainda são vendidos atletas para que os clubes coloquem a casa em ordem. Algo contra o qual devemos lutar, sem dúvida, mas que deve ser planejado e realizado em longo prazo, em nada adiantando “lavar a roupa suja” através da imprensa ou capciosamente se fazer de vítima.
Sim, o nosso futebol é pobre, Juanito. Terá sido ingênua ou conveniente a sua postura de reclamar publicamente da diretoria tricolor, que vendeu os IMPRESCINDÍVEIS (?!) Denílson, Souza, Paulo Miranda, Tolói, Dória, Boschilia e Jonathan Cafu? O caminho ficou mais fácil para “sair por cima”, não é mesmo?
Mas e o Wilder Guisao, aparentemente um mico por você indicado? E o Rogério, o “Neymar do Nordeste”? Por que só falar das baixas, maestro?
Ah, se o Tite (que perdeu Guerrero, Sheik, Fábio Santos, Petros e outros) também fosse um reclamão e “jogasse” para a imprensa… Mas não, o cada vez melhor treinador corintiano preferiu colocar a mão na massa e fazer acontecer! Sem apontar o dedo pra A ou B e transferir responsabilidades. Assim como Levir Culpi também fez pelo Galo! Aliás, Osorio, tente levar consigo o ensinamento desses dois grandes treinadores brasileiros: menos falação e mais trabalho. Os mexicanos desde já agradecem.
Ao contrário do que você tenta “vender”, o enganado da relação foi o São Paulo, hoje um time bipolar, sem padrão de jogo definido e que levou um passeio em determinados momentos sob o seu comando (vide os duelos contra Palmeiras, Ceará e Santos). Sem falar no fracassado e injustificável rodízio de atletas nas partidas.
Osorio, se é por falta de adeus… Muchas gracias por nada!
E segue o jogo.