Créditos da imagem: Montagem/No Ângulo
Inspirado pela recente coluna do mestre José Maria de Aquino, resolvi externar algumas impressões que tenho a respeito do trabalho do hoje técnico do São Paulo, o colombiano Juan Carlos Osorio.
Para tanto, fiz questão de aguardar um bom momento da equipe (classificada para as quartas de final da Copa do Brasil e em 5º lugar no Campeonato Brasileiro), a fim de não soar precipitado, oportunista ou, até mesmo, xenofóbico (!).
Bom, comecemos analisando o desempenho do tricolor paulista no Brasileirão. O São Paulo está com a mesma pontuação do Flamengo (41), hoje o 4º colocado pelos critérios de desempate. Ou seja, parece razoável pensar que a classificação para a Libertadores é algo muito palpável e realizável e o time está cumprindo a sua missão, correto? Ponderemos!
Sem querer desqualificar o campeonato – que, pelo contrário, arbitragens ruins à parte, está empolgante e com ótimos jogos -, entendo que exceção feita ao Corinthians, Atlético-MG e Grêmio, nenhum outro time possui uma campanha linear e digna de G4 na atual temporada. Nem mesmo o Santos e o Flamengo, que hoje têm brilhado, mas que em um passado não muito distante penavam na competição cada qual por motivos distintos. O campeonato está tão esquisito que até o Internacional e o Palmeiras, ambos com desempenho abaixo da crítica em seus jogos, estão hoje muito próximos (4 e 3 pontos, respectivamente) da tal “zona da Libertadores”. E o São Paulo, em que pese a boa colocação na tabela de classificação (circunstancial, mais pela incompetência de seus adversários do que por méritos próprios), não consegue ser regular. Ora joga muito bem e chega a impressionar, como na última rodada, quando derrotou o Grêmio fora de casa por 2 x 1, ora parece um “catado” em campo, como na penúltima rodada, quando foi derrotado inapelavelmente por 3 x 0 pelo Santos.
Na Copa do Brasil, mais instabilidade. Após o vexame da histórica derrota para os reservas do Ceará em pleno Morumbi, a equipe conseguiu a virada que evitou danos ainda maiores e agora enfrentará o Vasco na próxima fase da competição.
De maneira que o clima de incerteza passa a tomar conta da torcida são-paulina. Afinal, qual time enfrentará a equipe carioca? E o restante do Brasileirão?
Acredito que algumas coisas ajudem a explicar (mas não justificam) tamanha instabilidade. A começar pela tão comentada – exageradamente, a meu ver – venda de jogadores. Vejamos: Denílson e Souza foram vendidos. Perdas relevantes, ok. Mas Rodrigo Caio e Wesley, seus potenciais substitutos, não seriam titulares da maior parte das equipes do país? Quanto às demais saídas, respeito, mas não consigo concordar que Paulo Miranda, Tolói, Dória, Boschilia e Jonathan Cafu representem grande perda técnica ao elenco, embora seja inegável que essa debandada cause um clima de instabilidade e de “fim de feira” para os remanescentes, algo a ser tratado com muita sensibilidade pelo treinador.
No entanto, tomando como exemplo o líder do campeonato – o Corinthians -, que perdeu três titulares de peso da equipe logo nas primeiras rodadas (Fábio Santos, Sheik e Guerrero), além de seu “12º jogador”, Petros, acredito até que o time comandado por Tite tenha mais motivos para lamentar, diante do maior gabarito desses atletas se comparados aos da “barca tricolor”. Quanto às contusões, ambos padeceram do mesmo mal e em proporções parecidas. Se o São Paulo ficou boa parte dos jogos sem Rogério Ceni, Alan Kardec e Luís Fabiano, o Corinthians teve de se virar em algumas rodadas sem Cássio, Fagner, Felipe, Uendel, Bruno Henrique, Luciano e, mais recentemente, Rildo.
O que me leva a crer que o problema do São Paulo talvez resida naquilo que muitas pessoas exaltem como uma qualidade, mas que, para mim, é um defeito da atual equipe: o tão elogiado por torcida e imprensa rodízio de atletas instituído por Osorio em seu elenco. Acredito que no Brasil – e mesmo na Europa – um time deve ter o seu “esqueleto” pronto para que o treinador possa, eventualmente, mexer em algumas peças, a fim de poupar “A” ou “B”. É assim com o Barcelona, com o Real Madrid e outros gigantes do Velho Continente. Mesmo o Cruzeiro bicampeão nacional de Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart quase sempre repetia os titulares em seus jogos. E o São Paulo não possui hoje essa “espinha dorsal”. Exceção feita a Rogério Ceni, Pato e talvez mais um ou outro, ninguém tem a titularidade garantida. Nem Ganso. Nem Michel Bastos. E é aí que reside o problema. Jogador sem confiança tende a render menos, a arriscar menos e jogar com menos felicidade. O próprio Alexandre Pato confirma esse entendimento, já que tão somente após as contusões de Alan Kardec e Luís Fabiano se firmou e se transformou no “cara” do time.
Afora isso, não concordo com quem critica o elenco comandado pelo treinador colombiano. A verdade é que bons nomes (que jogaram bem em outros times) não estão conseguindo desempenhar um bom futebol no São Paulo e isso é – também – responsabilidade do técnico. Afinal, um grupo com Rogério Ceni, Bruno, Breno, Carlinhos, Rodrigo Caio, Wesley, Ganso, Michel Bastos, Pato, Alan Kardec, Luís Fabiano e outros tem total condição de ser protagonista no futebol brasileiro. E o técnico, seja ele estrangeiro ou brasileiro, deve ter sim a sua parcela de cobrança nesse sentido.
Em outras palavras, me arrisco a dizer que se treinasse e insistisse em uma escalação, o São Paulo estaria em um estágio mais avançado na temporada e provavelmente apresentando um futebol mais consistente. Se não o fizer e não encontrar logo os seus titulares e “homens de confiança” dentro de campo, Osorio corre o risco de ter uma passagem fracassada por terras brasileiras, assim como foi com Diego Aguirre, pelo Internacional, que pecou justamente nesse aspecto.
Ainda há tempo. E o cenário ainda é favorável.
Assim como Dr. Jekyll e Mr. Hyde, do clássico literário “O Médico e o Monstro”, que ganhou vida nas telas do cinema com uma brilhante atuação de Spencer Tracy no papel do cientista que elabora uma fórmula e, ao bebê-la, revela o seu lado demoníaco e passa a conviver com essa dupla personalidade, o São Paulo parece ter o seu lado bom e o seu lado ruim. A conferir qual dará as cartas no restante da temporada.
E segue o jogo.






Excelente abordagem, com ótimas imagens e muito bem escrito. PARABÉNS !
Como de costume gostei do artigo, mais uma vez tratando de temas que fogem ao “senso comum”, de uma visão simplista que temos no futebol. Em que pese todas as ponderações apresentadas e bem exemplificadas, aos olhos de nós torcedores comuns a impressão que chega é que o elenco exalta e muito o trabalho do treinador. Abç
Ta td mundo com mta boa vontade com o osorio mesmo… inclusive eu… mas concordo que o time é bom e q ele não pode mais ficar dando desculpas, já passou da hora do são paulo ser mais consistente… e é mto fácil ficar falando mal de ganso, luis fabiano, michel bastos… o desafio é fazer com q esses jogadores de fato talentosos voltem a render… abs e parabéns pelo artigo.
Pois é, não entendo como o Osório não cria sequer uma base, apesar de achá-lo bom técnico…de qualquer maneira, parabéns por mais essa ótima análise, Fernando Prado! Abs
Texto maravilhoso! Concordo com praticamente tudo! Principalmente com a parte que fala que o elenco é bom sim, mesmo com as recentes vendas.
A minha única discordância é que acho que além do rodízio, o problema é do grupo (ou ambiente do clube) mesmo. Pra mim, faz anos que o São Paulo sempre tem um elenco estrelado e considerado favorito, que sempre aposta na superioridade técnica e não no trabalho, e vive nessa de boas campanhas mas sem nunca lutar realmente por títulos. Acho que isso era assim sem rodízio e continua assim com rodízio. A diferença é que o time ficou mais imprevisível, rs
Concordo totalmente! Aliás, o São Paulo venceu o Atlético Paranaense com gol do atacante Rogério, que é mais um desses que vieram já após a chegada do Osorio, mas ninguém lembra de incluir como reforço que ele recebeu. Já o Jonathan Cafu, que mal jogava, sempre é usado para ilustrar o “terrível desmanche” que o pobre Osorio teve que suportar…
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