
Créditos da imagem: CBF
Há pouco mais de um mês, quando as especulações em torno dos nomes de Gabriel Jesus (já acertado com o Manchester City do “assediador” Pep Guardiola) e de Gabigol (que deve ir para o futebol italiano) estavam efervescentes, escrevi que ambos deveriam ir embora “correndo” caso as então supostas propostas fossem confirmadas.
Naquela coluna, fiz questão de ressaltar as qualidades dos atletas e agora repito: ambos são extremamente jovens, goleadores e capazes de atuar nas duas funções do ataque – mais abertos ou centralizados. Sem falar na personalidade forte (para o bem e para o mal) de cada um e a evidente evolução em suas carreiras.
No entanto, apesar disso tudo, Gabigol e Jesus não são craques. Não destoam em relação aos demais jogadores do País. Gabigol sequer é o melhor jogador de seu time (no Santos, Lucas Lima e Ricardo Oliveira estão à sua frente e Copete, o seu substituto, nem deixa o torcedor santista sentir a sua falta).
De maneira que os dois estão mais para Lucas Moura (eterna promessa são-paulina que não vingou no PSG) do que para Neymar (este sim, em que pese a sua atual má fase, um verdadeiro extraclasse, que parecia um homem no meio de meninos enquanto por aqui esteve).
E não acredito que a evolução (que, reitero, de fato eles têm tido) no futebol de cada um seja tão grande a ponto de os credenciar ao posto de craques em nível mundial. Sinceramente, tomara que eu erre, mas acho que nunca serão.
Ou alguém é capaz de cravar que os “Gabrieis” são melhores do que Luan, do Grêmio, ou Valdívia, do Internacional? Eu não…
Até Bernard (queimado por Felipão), ao ter sido um dos protagonistas da conquista da Libertadores pelo Galo e participado de uma Copa do Mundo, fez mais na carreira do que as nossas joias do momento. Ou não?
Gabigol e Gabriel Jesus tanto não são unânimes, que Micale quis levar para as Olimpíadas o também atacante Douglas Costa entre os três acima da idade olímpica e só não o fez em razão da não liberação do Bayern, clube do jogador (vez que o evento não é considerado “Data FIFA”).
Aliás, que erro histórico a convocação de Weverton (!) e Renato Augusto entre os três acima da idade do grupo. Mas isso é papo para outra coluna.
Logo, percebe-se que, com boa vontade, Gabigol e Jesus são, no máximo, uma espécie de “candidatos a craques”. São uma expectativa, portanto.
E o mais preocupante é que eles, depois de Neymar, são a maior esperança da Seleção Brasileira na busca do “encantado” ouro olímpico (que ainda assim é bastante possível, diante da fragilidade dos adversários, em sua maioria desfalcados de seus principais jogadores).
E pensar que em 2004 ficamos fora das Olimpíadas com uma geração que tinha “apenas” Diego, Kaká, Robinho e Adriano Imperador entre a molecada (que ainda poderia ser reforçada pelos “veteranos”). É mole?
Bons tempos…
E segue o jogo.