
Créditos da imagem: Laurence Griffiths
É difícil não se empolgar com a vitória do Brasil contra a Áustria deste domingo. Com um futebol dominante, que colocou os brutamontes austríacos na roda, ver Neymar, Coutinho, Jesus e Willian no comando de ataque da Seleção Brasileira é um afago após os dois últimos mundiais em que craque com a camisa amarela era exceção.
Extremamente bem treinado, o Brasil chega pela primeira vez para o Mundial com um treinador de verdade, com alguém que entenda de futebol além da linguagem dos boleiros e do “coloca os craques em campo que o resultado vem”.
Claramente, não vem, como vimos em 2006.
Com Tite no comando, o Brasil tem a melhor seleção e já é favorita à Copa do Mundo de…2022.
Se em 2010 a Alemanha já era favorita a 2014, este ano o Brasil já é o time da próxima Copa.
Isso mesmo. Com um time relativamente jovem, que mantém pilares em todas as partes do campo, o país promete estar ainda mais forte no mundial do Catar.
Neymar, Jesus e Coutinho estarão no ápice de suas formas físicas e técnicas. Marquinhos será o grande líder da zaga. Alisson e Éderson podem disputar mais duas ou três copas. Casemiro, o melhor volante do mundo, também. Marcelo deve se manter em alto nível por mais alguns anos, tamanha sua inteligência e capacidade em campo. E Tite só deve sair se for campeão este ano.
Isso sem contar as novas estrelas que devem buscar uma vaga entre os 23 convocados, casos de Rodrygo, Lucas Paquetá, Pedro e Vinícius Junior.
Além disso, a favor do Brasil contará o histórico de sempre ser favorito em Copas disputadas em continentes distintos de América Latina ou Europa. Com exceção da última, realizada na África do Sul, foi o vencedor de todas elas, dos Estados Unidos, em 1994, e da Coréia do Sul e Japão, em 2002.
Não que o time não seja favorito também neste ano.
É inegável que está entre as quatro seleções com maior probabilidade de se ganhar a Copa. Junto a França, Espanha e Alemanha, o Brasil forma o quarteto de grandes forças deste mundial.
No entanto, a pouca rodagem da escalação que jogou ontem contra a Áustria, em campo como titulares pela primeira vez na era Tite, pode dificultar a conquista ainda neste ano.
Até o Catar, seriam mais quatro anos para aprimorá-la.
Aliás, quem sabe não dá Brasil duas vezes?
A empolgação existe e faltam apenas três dias para o início de mais uma Copa do Mundo.
Que a bola role e faça história lá pelos lados de Moscou.