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No Ângulo | Futebol é preciso

No “Episódio Renan”, a Portuguesa quis ser grande “no grito”. E errou

08/04/2016

Créditos da imagem: Folha de São Paulo

Um ato pequeno e covarde: a Portuguesa confirmou, ontem, o afastamento do volante Renan e de mais três jogadores do elenco: Ferdinando, Matteus e Natan, todos arbitrariamente anunciados como fora dos planos da Lusa.

Renan gerou polêmica na última terça-feira, após aparecer em vídeos gravados durante a vitória do São Paulo no Morumbi sobre o Trujillanos. O jogador acompanhou a partida no estádio, cantando músicas com a torcida. Com passagem pelo clube em 2004 e 2005, o volante conquistou uma Libertadores e um Mundial de Clubes com o Tricolor.

Ferdinando, Matteus e Natan foram afastados por conta de uma foto em que o trio aparece bebendo cerveja com uma toalha do Corinthians.

Bom, eis que hoje – pasmem!-  há um papo de que Ferdinando pode vir a permanecer no elenco em razão de uma dívida “impagável” do clube com o jogador. É mole? E todo aquele papo de honra, toda aquela ladainha de indignação? Um festival de bravatas, pois.

A Portuguesa não pode querer ser grande “no grito”. Sem falar na covardia de dispensar (?) os atletas alegando necessidade de redução da folha salarial. Explico: os dirigentes sequer tiveram a hombridade de bancar o estilo “somos grandes, porra”, que pateticamente tentaram vender para a torcida, em um claro movimento de transferência de responsabilidade, já que não é novidade para ninguém que o clube está em penúria administrativa (aliás, nunca me conformarei com o “Caso Héverton”. Mas isso é papo para outro dia).

Renan, se não preservou sua imagem como poderia (embora São Paulo e Lusa não sejam rivais diretos atualmente, o que é determinante sim para a avaliação do caso concreto), mostrou-se um tipo apaixonado pelo que faz e que não esquece suas raízes. Tanto assim o é, que ironicamente talvez seja hoje o jogador mais identificado e comprometido da… Portuguesa (que estaria lhe devendo cinco meses de salários atrasados)!

O torcedor não é cego. Nem bobo.

E segue o jogo.

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