
Créditos da imagem: Marcelo Theobald
Nesta última semana acompanhamos com bastante entusiasmo a volta dos grandes clubes aos gramados brasileiros por seus respectivos torneios estaduais, cada vez menores e mais desvalorizados por torcedores, diretores e até mesmo pela imprensa.
No entanto, diferentemente do que vi e vivi nos últimos anos, mais precisamente nos últimos quinze anos, sinto que o clima em torno dos estaduais gira, desta vez, de uma maneira diferente, mais empolgante e exatamente na contramão do que vinha acontecendo há mais de uma década.
O número diminuto de times e de datas inegavelmente aumenta a qualidade do campeonato, pois tende a deixar apenas os melhores times em disputa e faz com que aqueles que busquem por uma vaga de acesso tenham que qualificar muito mais o seu elenco do que teriam em um campeonato inchado como era até o ano passado.
E falo de todos os estaduais.
Além disso, neste ano o novo calendário da Conmebol foi um prato cheio para os saudosistas e amantes dos estaduais em seus tempos áureos. Com as versões estendidas das competições sul-americanas e a continuação da Copa do Brasil que dura o ano todo, a possibilidade de levantar um caneco no primeiro semestre se restringe apenas aos estaduais. Ou seja, é a única chance que os clubes têm de aliviarem uma possível pressão que venha a existir na reta final da temporada, quando os campeonatos se afunilam e os homens são separados dos meninos.
É claro que ainda é pouco para dizermos que os estaduais se aproximam do renascimento, mas é fato que os clubes, principalmente aqueles que sofrem com a escassez de investimentos, enxergam a competição como uma oportunidade real de título nesta temporada.
E como se não bastasse, os campeonatos estaduais ganham uma cara ainda mais importante para que os times descubram seus pontos fracos e fortes e se aperfeiçoem para o restante da temporada, quando chegam as decisões dos títulos mais renomados e requisitados.
Ótimo para quem gosta do charme caseiro dos estaduais. Melhor ainda para quem não gosta, porque talvez seja a hora de começar a gostar.