
Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo
A Fifa decidiu mexer em um assunto que, pelo menos no Brasil, afeta um grande número de torcedores. A afirmação, feita em resposta a questionamento do jornal “O Estado de S.Paulo”, de que somente os vencedores de 2000 em diante são oficialmente “campeões do mundo” vai alimentar muito papo de amigos e milhares de quilômetros de posts nas mídias sociais.
Levando-se em conta que times como Juve, Milan e Boca já denominavam em seus sites os torneios anteriores a 2000 como Copa Intercontinental, é compreensível entender a posição da cúpula da Fifa. O hábito de tratar aquelas disputas como Mundiais parece mais ser coisa de brasileiro.
Em Copas temos uma situação parecida. Se perguntarmos a qualquer uruguaio quantos títulos mundiais a “Celeste Olímpica” tem, certamente ouviremos “quatro” como resposta. Eles brigam há quase um século para que as medalhas de ouro dos Jogos de Paris (1924) e Amsterdã (1928) sejam equivalentes aos títulos de copas. Se isso fosse aceito, os celestes seriam tetracampeões, já que foram vencedores em 1930 e 1950.
Mas não são reconhecidos como tal pela entidade que comanda o futebol mundial. Mesmo caso, até nova posição da Fifa, de times como o Santos de Pelé, o Flamengo de Zico, o São Paulo de Telê, Grêmio de Renato Gaúcho e o Palmeiras de 51. Vai sobrar polêmica.
Muitos discutirão até o fim de suas forças, chamarão a Fifa de entidade falida, suspeita, trocarão gozações com os rivais. No Brasil, um debate que ficará tão vivo como a contagem das taças Brasil e dos Robertões como títulos nacionais. Polêmicas sem fim.
Acho que dificilmente chegaremos a um consenso. Sempre critiquei a ânsia revisionista de se recontar os títulos anteriores a 1971 como Brasileiros. Afinal, nem o pessoal que viveu o futebol naquela época pensava assim. Mesma posição dos europeus em relação à chamada Taça Intercontinental
E assim os botecos e as marcas de cerveja vão garantindo seu faturamento.